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Verbos Sujeitos



Olhos pra te rever
Boca pra te provar
Noites pra te perder
Mapas pra te encontrar
Fotos pra te reter
Luas pra te esperar
Voz pra te convencer
Ruas pra te avistar
Calma pra te entender
Verbos pra te acionar
Luz pra te esclarecer
Sonhos pra te acordar
Taras pra te morder
Cartas pra te selar
Sexo pra estremecer
Contos pra te encantar
Silêncio pra te comover...
Música pra te alcançar...
Refrão pra enternecer...
E agora só falta você
Meus verbos sujeitos ao seu modo de me acionar
Meus verbos em aberto pra você me conjugar
Quero...vou...fui...não vi...voltei...
Mas sei que um dia de novo eu irei


Zélia Duncan

Totalmente baseado em fatos oníricos!



Pois é, sonhei contigo.

Estávamos na casa de um amigo em comum do passado (embora não tenhamos amigos em comum) com tantas outras pessoas conhecidas e ilustremente desconhecidas.  Você sempre foi mais libidinoso do que eu, porém, nesse dia, nesse sonho, tudo que era pulso em mim latejava.

Havia um estranho formigamento em minha boca... ela queria seu membro. Assim, simplesmente lamber seu pau. Abocanhar incessantemente a sua rola (já que você gosta tanto de pronunciar essa palavra).

Num momento em que nos encontrávamos sozinhos na biblioteca da casa dei início à realização das minhas vontades. A poltrona usada para tantos momentos de aquisição cultural serviria de estrutura confortável para concretização da felação. Com minha mão direita te empurrei até a dita poltrona. Você  questionava-me com o olhar, mas, como sempre, não apresentou a menor resistência. Ajoelhei-me em sua frente como quem faria uma prece... uma súplica para que todos meus desejos impudicos fossem atendidos. Com as duas mãos abro a sua braguilha e eis que ainda despertando salta em minha face seu delicioso caralho,  o qual não tardei em acariciar com minha língua... e quanto mais ele crescia,  endurecia e palpitava,  mais aumentava a minha cobiça pelo seu gozo em minha boca.

Tão empenhada estava em seguir com a satisfação dos meus anseios, que não me dei conta quando alguns visitantes abriram a porta e quedaram-se ali, surpreendidos. Por um tempo assim ficaram até que, alguns tomados pela inveja, se fizeram anunciar. Ato que inibiu todos os meus esforços. Diante da parada brusca, no sonho, da busca pela minha catarse. 

Despertei perdendo tudo que estava quase conquistando. Levantei-me frustrada... contudo, ainda mantendo no plano real o desejo maciço de senti-lo se derreter em minha boca. 

Flor

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