“Hoje eu ouço as canções que você fez pra mim...”

Na verdade você não fez, mas dedicou, canções pra mim, me deu essas canções que hoje fazem parte de mim... Músicas que ao serem ouvidas me contam de “tudo que poderia ter sido e não foi...” e, sobretudo, me trazem você que está tão longe...Assim como se vivesse na minha imaginação, como se fosse fruto dela (o que não deixa de ser uma verdade).



Mas você anda por aí, que eu sei... E não deixo de me alegrar ao imaginar que você também pensa em mim quando ouve essa ou aquela música... Foram tantas!!!

A que mais me deixa molinha é Juca do Chico Buarque... foi a 1ª que você me enviou via MSN e depois viera as outras...

Eu não sei dizer se “ o amor é crime ou se o samba é pecado...” Só sei que gosto de ser pega de surpresa por essa coisa morna que viaja em mim quando o Chico canta...

“Em legítima defesa
Batucou assim na mesa
O delegado é bamba
Na delegacia
Mas nunca fez samba
Nunca viu Maria”

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Que se pasa?

Tinha ficado solteira há pouco. Uma relação conturbada, que me deixou meio desnorteada quando deu seus últimos suspiros. Ainda tava me recuperando do baque quando surge o convite: Rio de Janeiro, amanhã. Topei.
Era um congresso totalmente desconhecido pra mim. Pouco sabia do que lá seria tratado e conhecia somente duas pessoas que iriam na nossa delegação. [E detalhe: conhecia de ter falado duas ou três vezes.] A cara de pau ia imperar, ou eu não teria com quem bater papo.
Explicada a primeira parte da história, vamos à parte interessante da coisa.

Cheguei ao Rio sem quaisquer expectativas. Montei minha barraca junto com uma amiga [Sim, claro, àquela altura do campeonato, dois dias no ônibus, já tinha conhecido metade do povo, ora! haha]. Só então fui ver o que me aguardava. O evento em questão recebia jovens de diversos países. Dinamarca, França, Venezuela e Equador [Uma pausa pro suspiro! *.*]eram algumas das nações representadas ali.

Tão logo chegamos, conhecemos um grupo de equatorianos super agradáveis. Uma garota e três rapazes. A língua era um problema, mas ainda assim a conversa rendia. Passamos um bom tempo conversando, até que era chegada a hora da primeira palestra.Seguimos e só voltamos a nos falar a noite. E assim foi durante os dias que lá estive. Porém, de um momento para outro passei a perceber um dos hermanos: negro, forte, certa de 1,90 de altura, sorriso perfeito e aquele sotaque que faz qualquer chica tremer na base. Dali em diante o mundo era feito de samba e bachata. [Mentira, eu paquerei alguns outros, mas isso eu conto depois!].
Passavamos horas dançando,tomando cerveja ou mesmo batendo papo nas culturais. Eu não queria chegar nele pq, sei lá como um estrangeiro reage a um "vemnimim", né mesmo? E ele também pouco [ou nada] fazia além de lançar olhares e comentar "Linda, chica, linda!". Pra encurtar esse Tratado de Tordesilhas, eis que chega o dia da despedida.

Com minhas malas já no ônibus, aproveitei pra tomar a ultima cerveja com os amigos do Equador. [É fiz alguns bons amigos, já falo disso, espera!]. Assim que sento, ele chega e nos acompanha na gelada. Conversa vai, conversa vem, ele diz que o amigo estava interessado numa mocinha. Ao que eu prontamente digo: "E você, ficou interessado por quem?"
[Ah nobres amigos, pausa para um suspiro infinito...]
- Por usted.
Ele disse que não tomou qualquer iniciativa porque tinha medo de se apegar e sofrer quando fosse embora. Fogos de artifício brilharam na minha cabecinha. Que coisa linda, gente. Que romântico.
Era chegada a hora da partida. Me despedi de todos eles com um abraço e segui para o ônibus. No caminho ouço um chamado. Era ele. Casablanca, última cena.
Aquele beijo arrebatador e a promessa: "Ainda vamos nos ver!"
Aquilo era demais pra uma micareteira. Um amor lejano.
Vim embora, com sua camisa, seu cheiro, suas lembranças. E seu msn.

Hoje, quase dois anos depois do nosso encontro, sei que ele é noivo há cinco anos e tem um filho de três. Nossa história de amor se resumiu a um beso. Nossas promessas ficaram no hasta algum dia. E ele era um safado! haha
Lembram que eu falei que fiz amigos equatorianos? Pois é. Essas amizades duraram. Estou de viagem marcada. Nas próximas férias vou conhecer o país, rever os amigos e, certamente, o dito cujo. Agora meu espanhol é fluente o suficiente para que ele ouça dos meus lábios brasileños:


TODOS LOS HOMBRES SON IGUALES!


Menina Má.

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Da arte de cair em ciladas

Depois de tempos naquele joguinho de pega - não pega, eis que ele me convida pra "fazer alguma coisa" no dia seguinte. Segundo ele, poderíamos almoçar em sua casa e jogar conversa fora. Pensei que não era bem isso que eu queria fazer lá, mas como o primeiro grande passo estaria dado, avante!

Dia seguinte ele aparece pra me buscar com aquela cara de quem tem tudo arquitetado. -É hoje!, confesso que pensei.
No caminho até sua casa conversamos sobre as mais diversas coisas, sempre atencioso,agradável e, claro, lindo. [Abro aqui um espaço pra destacar que me segurei muito pra não mandar um "PQP, que delícia!" quando o vi! hahaha]
Chegamos ao seu prédio por volta do meio-dia. Ele foi logo colocando um jazz pra tocar, e me convidou pra tomar meu lugar na cozinha. [Sim, no caminho ele disse que já tinha adiantado o almoço e que nós faríamos o restante.] Pois bem...chegando lá me ofereceu um vinho, muito gostoso, por sinal, mesmo eu entendendo patavinas da ciência da enologia. Enquanto cozinhavamos, o papo discorria tranquilamente sobre os assuntos mais triviais, e o vinho, claro ia fazendo efeito.
Tempos depois, almoço pronto, garrafa de vinho vazia, primeiras conversas fora do script aparecendo e eu novamente pensando: -Agora vai! rs
Ele abriu mais uma garrafa de vinho para que almoçassemos. O papo já estava no patamar do misticismo. Daí pra chegar no real, faltava pouco. Ou não.
Segunda garrafa de vinho terminada, vamos à sobremesa, logo acompanhada de um whisky. Mais conversa jogada fora, mais tempo enrolando.[Sim, pq aí já eram umas 4 da tarde e eu já tava blasé, né?] Sento no sofá, ele levanta, vai ao quarto e me volta com dois edredons. Me entrega um, joga o outro no chão e diz que precisa dormir um pouco. SIM, DORMIR!
- Pois bem, cara, vai lá, dorme! Era o que eu tinha vontade de dizer.Mas como a menina muito delicada que sou, me limitei a dizer: "Bebeu um pouco demais, não é?"
Por sorte, a soneca durou pouco. Logo ele me acompanhou no sofá,me mostrou músicas, e o papo esquentou. Totally. Nem vou dizer que eu pensava "Até que enfim, vai ser!", mas -como vocês já devem ter sentido-, não foi. Papeamos sobre sexo por horas a fio e NADA! Absolutamente nada. Não me perguntem o que aconteceu, pq meu estado etílico se agravava, junto com meu tédio por estar ali há horas, esperando algo e NADA!


É, agora eu escrevo esse texto rindo pq, claro, já vi que desse mato não sai coelho e tirei o meu da reta[Se é que em algum momento ele esteve, né mesmo? haha]. Mas acreditem, passei dias remoendo as perguntas: Será que eu fiz algo de errado? Se ele não queria comer, pra que dispor pratos, talheres e taças sobre a mesa? E a última e mais foda de todas: Pq isso só acontece comigo? Hahhahahahahah


Postado por Menina Má.

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Um domingo no parque


Nos primeiros raios de sol, despertei!
Olhei pela janela e vi um céu azul perfeito e um sol brilhante e majestoso.
Fiquei feliz! O dia ia ser maravilhoso!

Nada melhor que um dia ensolarado para curtir com as amigas um passeio ao 7º maior parque aquático do país e seus incríveis toboáguas: Anaconda (toboágua em forma de serpente que desce uma árvore de 15 metros de altura); Amazonas River (é o rio lento mais longo do pais); Corredeiras (pistas de águas com 230 metros de percurso); Bumba (descida radical numa rampa por meio bóias).

O que poderia dá errado?
Expectativa maior para quem debutava nesse passeio, mas a emoção era geral!

Dado alguns contratempos iniciais, conseguimos reunir a todas e, finalmente, pegamos a estrada. Pegamos a estrada em um horário bem mais tarde que o programado... mas não tinha problemas, afinal, o dia prometia!

Bem próximo ao parque, alguém falou: parece que tem um pouco de transito mais na frente.

- Minha nooooosinhoraa! É um engarrafamento gigantesco - outra pessoa exclamou em tom de desespero.

De fato, era um mega engarrafamento!! E adivinhem para onde todos estavam indo??
Ao 'nosso' parque, celebrar conosco aquele dia maravilhoso.

E acho que esperamos nessa fila de carros umas 2 horas. Mas estávamos super agitadas e ansiosas para curtir aquele dia no parque, com aqueles enormes e emocionantes toboáguas e piscinas maravilhosas e não seria um engarrafamentozinho que iria jogar um 'balde de água fria' em nossas cabeças.

Seguimos lindas e serelepes! Afinal tínhamos as melhores companhias e um dia lindo-azul-perfeito a nosso favor.

Quando finalmente conseguimos avistar o tal parque, borbulhas de alegria nos sacudiram por dentro. Mesmo em baixo daquele sol escaldante, estávamos super animadas para dar o primeiro mergulho naquelas águas mornas e nada mais importava, agora com uma faísca de dúvida, o dia prometia ser maravilhoso!!!

1ª faísca de dúvida - Estacionamento lotado, conseguir uma vaga só mesmo com os 'anjos guardiões de carros' os populares flanelinhas, que cobram preços maiores que o Anaconda ( maior toboágua do parque ).

2ª faísca de dúvida - Fila do ingresso dava um nó, ninguém na verdade sabia onde começava nem onde terminava e, depois de adquirir o ingresso ( no precinho camarada) tinha que entrar em outra fila... ao todo 3 filas para entrar no parque ( nessa hora devíamos ter ido embora! Era o momento: é agora... ou nunca!). Decidimos - É Agora. Entramos!!!!

3ª faísca de dúvida - Procedimentos após a entrada:

1 - Vistoria de bolsas; 2 - Fila para pegar a chave do armário; 3 - Fila para adquirir um cartão de consumação no parque...
Quando estávamos no passo 2 - Fila (com 2.500 pessoas) para pegar a chave do armário p/ guardas nossos pertences e se entregar as maravilhas do parque daquele resto de dia que prometia ser maravilhoso, e quando só restavam 150 pessoas em nossa frente uma mocinha saiu lá de dentro da fossa com um hálito de bosta ( isso mesmo, da fossa!!!) e gritou: ACABOU OS ARMÁÁÁÁÁRIO!!! - assim mesmo, sem concordância nenhuma!

Trocamos olhares cúmplices, quase de desespero, mas contudo, caímos na gargalhada! Não se tinha mais o que fazer! Tinha? Rimos da nossa má sorte e do fedor de bosta.

E lá estávamos: Cheias de bolsas e acessórios sem ter onde guardar-los, a metade do dia já tinha ido embora assim como a nossa disposição para encarar aquela multidão de gente, um sol de lascar qualquer quengo...

O dia perfeito-maravilhoso estava me cheirando ( fora o fedor de bosta) a uma grande cilada.

Mas não desistimos. A meta agora era achar um toboágua e viver fortes emoções mas... adivinhem???

Fila, Fila e muito mais fila pela nossa frente! Filas em 3D! Imaginem...

Era fila pra fazer o cartão de consumo, para onde se olhasse tinha uma fila, e para nossa gigantesca surpresa, fila de proporcional tamanho pra ir no tão sonhado, esperado e desejado toboágua!!

Só não tinha fila no banheiro...

Sem falar da cor da água das piscinas, era desesperador! Estava cinza, roxa, um misto de xixi e bosta, cheiro e gosto de fossa ( agora eu sei onde a mocinha da fila do armário tomava banho...).

Pensei eu, na ingenuidade que me é de direito, que pelo o valor abusivo cobrado por tudo dentro do parque, o nível das pessoas era um pouco mais selecionado... Pura ingenuidade!!!!! Dava para perceber pelas tapawers cheias de farofa e galeto!

Quando observei melhor pude ver até faixas saudando as caravanas presentes!

Um misto de decepção, tristeza, revolta, fome... ahh A FOME!
E isso significava dizer A FILA, ou as filas, encaramos todas por umas migalhas de pão e guaraná Êta - o guaraná do capeta - ( tudo que se permitia aos nossos bolsos a essa altura do dia!).

Quando por fim, entre desaforos e empurrões peregrinando nas filas, conseguimos fazer nosso lanche em paz,logo em seguida saímos em desabalada carreira, pois o parque já estava fechando e antes, bemmm antes que as filas, os engarrafamentos gigantes começassem a tomar corpo, fomos embora!

E o que restou daquele dia ensolarado que pretendia ser maravilhoso??
A companhia, as conversas, as boas gargalhadas, as novas amizades e... e.... as fotos!
Claro, tinha que ter fotos e muitas e milhares!
Quem sabe na próxima temporada tenhamos mais sorte?!

Valeu!

Sem mais para o momento.

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