Testamento de uma Lua


Deixo de legado, meu amargurado coração aos cuidados daquele que não soube amá-lo.
Meu bem mais precioso deixo como se deixa uma esmola ou uma maldição. Para que ele se desespere ao não mais escutar o pulsar sangrento, e lembre-se que jamais terá com quem discutir outra vez ou mesmo quem rejeitar durante o dia e desejar durante a noite. Não haverá mais voz. Deixo enfim, o silêncio.

Minha luz deixo, apenas, para os que podem ver, para os conviva das noites escuras, paras as sombras e para os cegos.

Minhas noites de Lua deixo para os insones que ao verem-me nascente se matam, em minha incessante busca, como se pudessem penetrar em minha alma. Nessas noites que batizo o suicídio dos sofredores, deixo o fim.

Deixo aos poetas o sofrimento da perda da musa inspiradora das musas.

Para o resto, deixo o resto... Os restos mortais de um dia o que se pode ser.

Deixo um céu vazio.


Dona Lua

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Escrito em 01.09.2008



Ser adulto é isso mesmo?

Falem-me vocês que já o são há mais tempo que eu...

Eu tenho que deixar de fazer certas coisas porque já não tenho idade pra isso e ao mesmo tempo não deixar a criança interior morrer?

Eu tenho que ser responsável com meus compromissos, horários, imagem, família...E ainda assim tenho que viver livremente e cuidar da minha felicidade custem o que custar?

Sei não... Parece-me bem mais difícil do que eu imaginava...Quer dizer...Eu não imaginava nada disso...Não pensava em ser adulta, assim como não pensei em ser adolescente e muito menos em ser criança...

Eu só queria continuar a rir alto... Sair com meus amigos... Ficar bêbada de vez em quando... Jogar RPG... Comer doce e beber refrigerante... Beijar na boca sem ter que me preocupar tanto com corações partidos... Confiar nas pessoas como sempre fiz, mas agora não posso, não devo...

Tenho que olhar pros lados, medir a s palavras, gerenciar impressões...


PUTA MERDA!!!!

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Para uma menina sem uma flor

Enquanto conversávamos, o telefone tocava insistentemente. Era outra mulher, óbvio, e o medo de que eu percebesse que havia uma terceira pessoa o impedia de ouvir o que a senhorita tinha a dizer. 
- "Pode atender". Disse-lhe, em um tom imperativo.
- "É pra bater papo. Deixa eu ver o que ela quer". Resolveu, por fim.
A dita moça queria convidá-lo para um programa no final de semana. Desconsertado, ouvi quando disse-lhe que achava que não seria possível, mas que, caso mudasse de ideia, entraria em contato. A mulher não se deu por satisfeita - digo-lhes porque acompanhei o diálogo, remexendo a pedra de gelo que derretia e aguava o meu whisky - e fez uma contraproposta. A resposta foi a mesma: "Se eu decidir, te ligo".
 
Esta não é a primeira vez que saímos, nem a única em que suas outras histórias, em algum momento, se fizeram presentes. Não me incomodo que ele saia com outras pessoas e faço questão de deixar isso claro. Não parece ser suficiente. Nem quando lhe beijei a boca e impedi que me confidenciasse quem era aquela mulher que havia ligado. "Não me importa. Não me conte", sussurrei, enquanto com minha língua recolhia suas palavras.
Quando lhe disse que não me interessa um relacionamento nos moldes tradicionais à essa altura do campeonato, a resposta veio um tanto dúbia. "Você é muito bem resolvida", disse ele, em um tom que não me permitiu entender se real ou se irônico. Seja como for, a verdade é que, por mais que nossos encontros sejam suficientemente bons, não vejo sentido de progressão. É tudo pleno de si. Não espero que ele me ligue no dia seguinte e ficaria extremamente honrada se ele entendesse que eu não sou uma menina com uma flor esperando o príncipe encantado. Talvez fosse até mais fácil se eu me adequasse ao que esperam de mim. Mas eu não conseguiria. Eu não sei como.
 
Menina Má

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para a cabeça: pensamentos novos
para os ouvidos: Gary Moore
para o nariz: manga madura
para os olhos: rostos conhecidos
para a boca: palavras
para os cabelos: vento
para o pescoço: giros
para o peito: alívio
para as mãos: hidratante
para a barriga: abdominais
para o quadril: dança
para as pernas: ladeira
para os pés: estrada

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69


Revista Época - 2004
 

Algumas atividades parece que nasceram umas para as outras. Tomar banho e cantar dá uma alegria enorme na gente, comer pizza e falar da vida alheia é quase um ato contínuo, beber cerveja e fumar combina que é uma loucura, assim como jogar futebol e xingar a mãe, sentar no trono e ler, dirigir e ouvir música - todas delícias de uma vida boa!

Por outro lado há coisas que simplesmente não ornam. A palavra ornar, por si já não orna com nada. Chupar cana e assoviar todo mundo sabe que é desaconselhável, dirigir e falar no celular a lei não permite, conversar e pular corda é complicado, e assim a coisa vai numa longa lista de práticas incompatíveis. Pois eu queria manifestar meu desapreço por uma posição de funções adversas que, no entanto, é bastante apreciada na atividade sexual - o 69.

Você há de concordar que a postura é ingrata, a vista não é das melhores, e que se não houver cautela pode-se sair dali com um pinçamento na cervical. Além do mais, porque a pressa, porque tudo ao mesmo tempo? Parece coisa de culpa católica - é dando que se recebe, dê ao próximo o que deseja para si. Pessoalmente, considero aquela atividade frenética em ambas as pontas totalmente desnecessária, e porque não dizer, ineficiente.

Não é possível a criatura executar com primor uma função que requer coordenação, dedicação e técnica, enquanto está tentando relaxar para usufruir o que lhe acomete na outra extremidade. Sim porque uma coisa é uma coisa e a outra coisa é outra coisa! E não venha me dizer que tudo corre naturalmente e que é só meter a cara (perdão, falava no sentido figurado) que sai direito. Não sai! Pra começar, o negócio exige um estudo rigoroso da anatomia do outro. É imperativo que se saiba o que está onde, para se entender o que fazer por ali, e é claro que isso vale para parceiros de todos os sexos, independente da ponta (mesmo que convexa) em que se esteja. Também não se pode achar que a prática da coisa por si já ensine. Há quem pratique a vida inteira e, não tendo se dado ao trabalho de uma observar os detalhes da questão uma única vez, passa a vida fazendo o serviço mal feito. Outro fator que não ajuda é a inelutável proximidade com o assunto, que pode, num excesso de entusiasmo, causar a asfixia fatal do parceiro. Menos grave, mas não menos constrangedor é o caso do sujeito com a vista cansada que, nessa situação, tem que contar exclusivamente com a sensibilidade linguo-labial - não quero descriminar ninguém, mas todos sabemos como há no mundo, inclusive sem problemas de vista, criaturas desprovidas deste requisito. E há ainda o caso dos obesos que por excesso de volume no percurso, simplesmente não conseguem atingir as marcas. Por último, quero lembrar, que a reciprocidade, grande objetivo da postura, é raramente atingida, posto que tem sempre um sujeito ali largadão, enqto a outra está dando tudo de si. E vice-versa. E versa versa. E vice vice, também, eu suponho.

O Kama Sutra propõe nada menos que 529 posições pra se experimentar na hora do amor e eu não estou aqui pra desestimular a criatividade de ninguém. Mas não sei se por preguiça, ou por ter amado homens de muita aptidão, ainda considero o trivial bem feitinho algo de insuperável.

Maitê Proença

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Cansei.


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Pra somar


Pra somar

Na beira do rio
comecei contando
estória, e apenas
isso.
Não confirmo
o que confesso,
e contesto até
assim.
Joguei-me aos
pés do teu amor
amar-te-ia, eu sen-
do amigo.



*******

O poema - escrito num papel de cigarro - que eu ganhei no Zero um.


Era sexta-feira 17.08.2012

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Quis muito!


A essa altura do campeonato eu queria estar me esvaindo em lágrimas. Queria ouvir músicas e chorar o dia inteiro, encharcar o lençol de lágrimas. Mas eu ainda não consegui... Sim, há uma tristeza imensa. E eu não consigo acreditar.

Na minha cabeça eu ainda procuro meios de continuar, não encontrei nada até agora. 


Tamanho vazio. 

O grande galpão onde eu guardava tudo está esvaziado, bem sei que foi esvaziando aos poucos... A última leva, porém, foi enorme. Caminhões de mudança apressados pra sair. Jogaram as coisas todas dentro dos baús sem o menor cuidado, ouvi muitas coisas quebrando. E o que foi raro e precioso vai virando entulho.
E tendia mesmo pra ser assim, sempre tendeu. Fui negando os sinais, relevando o inadmissível... Porque eu quis.

Quis muito!

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Massagem Feminina


Um amigo meu me falou desse texto, dessa técnica.
Todo homem deveria ler isso, e mais importante que isso, todo homem deveria se preocupar com o prazer das moças.
Não é raro ouvir relatos de mulheres que tem péssimas experiências sexuais porque alguns homens acham que relação sexual é uma experiência mecânica, quando pode e deve ser uma experiência humana, repleta de sensações.

Eu e minha muher praticamos sexo Tantrico/Sagrado à varios anos e já recebemos muito prazer das técnicas e processos. Uma das actividades favoritas da minha mulher é sem dúvida a massagem Yoni. Chegou a altura de partilhar um pouco com todos o processo e o método desta massagem.

Antes de fazê-lo

Antes de mais, lembrar que isto é uma massagem. Ou seja, o orgasmo não é a finalidade (embora seja um efeito colateral muito apetitoso). O orgasmo pode ou não acontecer (embora a grande maioria das vezes aconteça variadas vezes).
Yoni é uma palavra em Sanscrito e significa vagina. Pode ser também traduzido como "Local Sagrado". Representa, independentemente da tradução, o orgão reprodutor feminino. O objectivo desta massagem é criar um espaço para a mulher (a recepiente) relaxar e entrar num elevado estado de excitação. Isto é muito útil para qualquer homem. Todos deviam aprender esta técnica.

Preparação
Tomar um banho de imersão relaxante é sempre uma boa ideia tanto para quem recebe como para quem dá. Um espaço calmo é desejável com objectos que transmitam conforto tais como almofadas, velas, musica, etc. Convém também ser um sítio onde não haja pressas nem interrupções.
Um conselho importante: vá à casa de banho antes. Sempre! É muito mau ter de interromper a massagem por uma necessidade fisiológica. Quebra quase por completo o ambiente.

Procedimento

Quem recebe deve-se deitar de costas, com uma almofada debaixo da cabeça de forma a que consiga olhar para os seus genitais e para quem dá a massagem. Coloque uma almofada coberta com uma toalha debaixo das ancas. As pernas dela deverão estar abertas com os joelhos ligeiramente dobrados (pode colocar almofadas debaixo dos joelhos para tornar a posição ainda mais confortável) e com os genitais completamente expostos.
Quem dá a massagem dever-se-á sentar entre as pernas de quem recebe. Pode-se sentar também numa almofada. Esta posição dará total acesso à Yoni de quem recebe a massagem.

Antes de tocar no corpo deverá ritmar a respiração, de uma forma lenta. Ambos os intervenientes devem-se lembrar de manter a respiração lenta. O normal é quem recebe começar a respirar mais rapidamente. Uma das tarefas de quem dá a massagem é relembrar de respirar lentamente. Deve respirar fundo e lentamente.

Começar por massajar gentilmente as pernas, abdomen, coxas, peito, etc de forma a relaxar o mais possível quem vai receber a massagem e para preparar quem vai dar a massagem para tocar na Yoni.
Coloque uma pequena quantidade de óleo ou lubrificante de alta-qualidade no topo da Yoni. (Pode ser encontrado em qualquer sex-shop). Coloque apenas o suficiente para escorrer um pouco e cobrir a totalidade do exterior da Yoni.
Então, começa-se por massajar o topo e os lábios exteriores da Yoni. Demore algum tempo aqui, sempre sem pressas. Relaxe e apressie a massagem. Aperte levemente o lábio exterior entre o indicador e o polegar, e deixe escorregar pela totalidade do comprimento do labio exterior. Em ambos os lábios. Depois repetir nos lábios interiores da Yoni.

Não tenha pressa. NUNCA!

Quem recebe pode massajar os seus próprios seios ou simplesmente relaxar e continuar a respirar fundo, lentamente. É importante que ambos os intervenientes se olhem nos olhos sempre que possível. É aconselhado também a quem recebe ir dando indicações a quem dá. Informe sempre da pressão, velocidade, profundidade, etc. Estas massagens não são uma ciencia exacta. Isto é, cada pessoa gosta de uma forma diferente e cabe aos intervenientes aprenderem um com o outro a melhor e mais recompensadora forma de massajar. No entanto limite o que se diz ao acto em si. Não é propriamente altura de falar do tempo nem da crise do médio oriente.

Suavemente, massaje o clitóris com círculos quer no sentido dos ponteiros do relógio como contrários aos ditos ponteiros. Aperte suavemente o clitóris entre o dedo indicador e o polegar. Faça isto levemente como se estivesse a enviar uma mensagem e não para provocar o orgasmo. Quem recebe deverá estar já muito mais excitada agora e provavelmente terá de lembra-la de respirar profundamente e de uma forma calma.

Levemente e com muito muito cuidado, insita o dedo médio da mão direita na Yoni (há uma razão pela qual deve ser da mão direita que tem a ver com a polaridade do Tantra). Levemente e lentamente explore o interior da Yoni com o dedo. Demore algum tempo, não há pressa nenhuma, seja gentil e calmo, e sinta para cima, para baixo e dos lados. Verie a pressão e a velocidade. Lembre-se que é uma massagem e está a mimar e a relaxar a Yoni.

Com a palma da mão voltada para cima, e com o dedo médio no interior da Yoni, mova o dedo médio no movimento "anda cá". Irá encontrar uma zona mais esponjosa de tecido mesmo debaixo da zona púbica, atrás do clitóris. Esse é o chamado ponto G ou, como se diz no Tantra, o ponto secreto (existem livros excelente que entram em mais detalhe sobre esta zona). Quem recebe pode sentir que precisa de urinar ou pode até sentir uma pequena dor ou um intenso prazer. Varia de pessoa para pessoa. Varie, de novo, a pressão, velocidade e profundidade do toque de forma a maximizar o relaxamento e o prazer que a sua companheira está a receber. Pode fazer movimentos circulares, mover o dedo para a frente e para tras ou de um lado para o outro com o seu dedo médio. Pode também inserir um segundo dedo (o anelar). Fale sempre com a sua parceira antes de colocar o segundo dedo. A maioria das mulheres não terão problemas em sentir o prazer acrescido de ter os dois dedos a massajar o seu interior. Pode usar o polegar da mão direita para estimular também o clitóris.
Se quem recebe quiser, pode também enfiar o dedo mindinho no anus. Isto terá de ser obviamente com o consentimento de quem recebe. Lembre-se de que após ter enfiado o dedo mindinho não o pode utilizar na Yoni para não haver contaminação de bactérias. Use lubrificante e uma dose extra de meiguice.
(No Tantra diz-se quem está o dedo mindinho no anus, o médio da Yoni e o polegar no clitóris que se está com os mistérios do universo na mão).

Mas então o que raio faz a mão esquerda este tempo todo? Pode usa-la para massajar todo o corpo de quem recebe. Os seios, abdomen ou o clitóris. Se massajar o clitóris é melhor usar o dedo polegar com movimentos para cima e para baixo, com o resto da mão assente sobre o topo da Yoni. A estimulação de ambas as mãos aumenta em muito o prazer recebido.

Não é recomendado que se toque com a mão esquerda uma vez que pode afastar a sua atenção de quem recebe a massagem. Lembre-se que esta massagem é para prazer dela e o principal benefício não é pelo acto em sim mas antes pela actitude e intuito de proporcionar prazer.

Continue a massajar, varie a intensidade, velocidade e pressão. Se houver orgasmo lembre-a de respirar profundamente e continue sempre enquanto ela quiser. O tempo que ela quiser. Se os orgasmos se sucederem, o que é muito possível, cada um será mais intenso que o anterior. Em Tantra isto chama-se cavalgar a onda. Muitas mulheres conseguem atingir orgasmos múltiplos com a massagem da Yoni e um companheiro paciente.

Quando ela disser para parar, lentamente e com muito muito respeito, retire a mão de dentro dela. Pode-se deitar ao lado dela e mima-la por algum tempo. Com a prática irá dominar esta técnica e a sua vida sexual irá tornar-se ada vez melhor, aprendendo cada vez mais sobre a sexualidade feminina.

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Por que?


Será que eu assisti comédias românticas demais?
Será que minha percepção é ruim?
Ou será que o tal do amor é lindo e tudo mais, mas não é o suficiente?
Tô começando a achar isso, muito principalmente porque prefiro achar que o amor não é o suficiente do que achar que não tinha amor nenhum.
Não consigo achar que era mentira, não é possível. Mas tampouco acho respostas satisfatórias para os meus “por quês”.

Na verdade eu nem sei quais são as perguntas... E nem sei qual as respostas que eu quero ouvir.

“Ai! saudade ainda sou moço,
Aquele poço não tem fundo,
É mundo e dentro um mundo e dentro
É um mundo que me leva...”

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“ Os corpos se entendem, as almas não”

Sexo.


O cheiro de sexo. O cheiro do meu sexo.
Sinto esse cheiro e só você aparece na minha cabeça. Quando imagino sexo, quando faço sexo, quando vivo sexo... 
Está relacionado a você e sempre vai estar.

As experiências anteriores e as posteriores estão impregnadas, agora, de você. Pelo meu desejo de te dizer como foram as antigas e as novas.
Sou muito sexual. Isso quer dizer que consigo ver sexo em quase tudo. 

Não, nem sou pervertida, mas as experiências sexuais que tive me mostraram que se faz sexo com os olhos, com as mãos, com os cabelos, com as palavras (muito com as palavras), com perfumes, com comida... Prazer.

Pensar que tudo é e pode ser mais amplo do que isso que conhecemos... Que podemos existir vibrantes. E que tudo é amor. Paixão. Desejo. Carne. Suor... Seu suor escorrendo pelo meu corpo é a saudade que a memória da minha pele mais sente.

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O que vier à cabeça[4]...



para a cabeça: uma fita
para os ouvidos: sussurros
para o nariz: aquele cheiro bom
para os olhos: a beleza da vida
para a boca: outra boca
para os cabelos: vento
para o pescoço: um fungado
para o peito: palpitações
para as mãos: corpos
para a barriga: aconchego
para o quadril: balanço
para as pernas: hidratante
para os pés: estrada

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O que vier à cabela [3]...



para a cabeça: cafuné
para os ouvidos: música suave
para o nariz: cheiro de roupa limpa
para os olhos: uma soneca num quarto escuro
para a boca: um oral no namorado
para os cabelos: um corte novo
para o pescoço: protetor solar, pra evitar o envelhecimento
para o peito: tranquilidade e sutiã confortável
para as mãos: massagem feita pelo namorado
para a barriga: drenagem linfática

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Bom, você não foi.


Bom, você não foi.  E não ligou. A mim, só restou lamentar a sua falta de educação. Imaginando motivos possíveis. Será que você não foi porque realmente não pôde ou simplesmente não quis? Será que não ligou para não me magoar ou justamente o inverso disso?

Estou confusa, claro. Achava que você iria.


Tanto que eu aguardei sua chegada por mais minutos do que deveria, inventando desculpas esfarrapadas para mim mesma. O trânsito, o horário, a meteorologia. Qualquer pneu furado serviria. E até o último instante, juro, achei que você chegaria a qualquer momento. Pedindo perdão pelo terrível atraso. Perdão que você teria, junto com uma cara de quem está acostumada, e assim encerraríamos o assunto. Mas você não foi.

Esperei outro tanto pelo seu telefonema, com todas as esclarecedoras explicações. Para cada razão que houvesse, pensei numa excelente resposta. Para cada silêncio, num suspiro. Para cada sensatez de sua parte, numa loucura específica da minha.

Se você tivesse ligado do celular, eu seria fria. Se tivesse ligado do trabalho, seria levemente avoada. Se a ligação caísse, eu manteria a calma.

Foram muitos dias nessa tortura, então entenda que percorri todas as rotas de fuga. Cheguei a procurar notícias suas pelos jornais, pois só um obituário justificaria tamanha demora em uma ligação.

Enfim, por muito mais tempo do que desejaria, mantive na ponta da língua tudo o que eu devia te dizer, e tudo o que você merecia ouvir, e tudo. Mas você não ligou.

Mando esta carta, portanto, sem esperar resposta. Nem sequer espero mais por nada, em coisa alguma, nesta vida, para ser sincera. No que se refere a você, especialmente, porque o vazio do seu sumiço já me preenche; tenho nele um conforto que motivos não me trarão.

Não me responda, então, mesmo que deseje. Não quero um retorno; quis, um dia, uma ida. Que não aconteceu, assim deixemos para lá.

Estaria, entretanto, mentindo se não dissesse que, aqui dentro, ainda me corrói uma pequena curiosidade. Pois não é todo dia que uma pessoa não vai e não liga, é? As pessoas guardam esses grandes vacilos para momentos especiais, não guardam?

Então, eis a minha única curiosidade: você às vezes pensa nisso, como eu penso? Com um suave aperto no coração? Ou será que você foi apenas um idiota que esqueceu de ir?

(Fernanda Young)

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O que vier à cabeça[2] ...




para a cabeça: sonhos

para os ouvidos: obscenidades

para o nariz: neosoro

para os olhos: vê-lo

para a boca: beijá-lo

para os cabelos: puxões

para o pescoço: estrela de Davi

para o peito: bojo

para as mãos: nívea

para a barriga: planos

para o quadril: senti-lo

para as pernas: cócegas

para os pés: esmalte vermelho

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O que vier à cabeça...



para a cabeça: Um cérebro pensante

para os ouvidos: Música

para o nariz: Cheiro de sexo

para os olhos: Outros olhos

para a boca: Um beijo

para os cabelos: Shampoo e Condicionador

para o pescoço: Um colar

para o peito: Coração

para as mãos: Anéis, Cremes e Esmaltes

para a barriga: Cócegas

para o quadril: Mãos

para as pernas: Dançar

para os pés: Caminhar


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Para Agosto entrar...



para a cabeça: acessórios

para os ouvidos: Adele

para o nariz: novos perfumes

para os olhos: lágrimas

para a boca: saudade

para os cabelos: hidratação

para o pescoço: giros

para o peito: aperto

para as mãos: brincadeiras

para a barriga: abdominais

para o quadril: descanso

para as pernas: tremores

para os pés: longas caminhadas

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O canalha não tem jeito mesmo...




O canalha não tem jeito mesmo. E nunca terá. 

Ele é o sociopata do amor. Inspira confiança e expira mentiras. 
O canalha finge que não é um canalha. Posa de bom moço, carente, apaixonado e infeliz. E você acredita ser a salvação dessa alma perdida, depois de tantas desilusões amorosas

O canalha cria uma nova identidade, mas sem registro em cartório. Ele age por instinto, não sabe ser de outra forma. A sedução faz parte da sua sobrevivência emocional. Ele é uma fera e você o prato de comida.

Mas ele tem um jeitinho tão meigo, uma conversa tão bacana, não é mesmo? 

o cara perfeito. Amar um canalha é entrega sem devolução. 

A submissão é ingrata: revolta, mas apaixona. 

O canalha é o disfarce da conquista, máscara do engano. 
E é justamente isso que te encanta nele. 
Ele sorri em versos, fala em melodia e te decifra com os olhos. 
O canalha parece ter o manual de instruções para seduzir. 
E faz isso sem nenhuma força. 

Você consegue ver sensualidade nele caminhando na rua, tomando whisky, acendendo um cigarro e até dirigindo.


O canalha nem bonito é, mas parece ter nascido para desafiar o seu bom gosto. Ele faz você escutar músicas que você nem sabia que existiam, faz você pesquisar textos e frases que traduzam o que você está sentindo. Faz você acordar de manhã e lembrar dele, pelo menos, na hora de passar o perfume.


O canalha não pede, manda. Você adora e depois se odeia. 
Tenta escapar e horas depois, cai numa armadilha. 

Amar um canalha faz parte da vida, é a construção de si mesma, leitura obrigatória para o vestibular sentimental que vem pela frente. 

Estar com um canalha é mais do que necessário. 


É gostoso.

Texto do Chico Garcia editado por mim =]

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♪♫♫♪♪♥♫♪♥♫Keep me stuck inside your head, like your favorite tune♫♥♪♪♫♥♪♫♫♥♪♪♫

I think finally found a note to make you understand
If you can hear it, sing along and take me by the hands
Keep me stuck inside your head, like your favorite tune
And know my heart is a stereo that **** plays for you


I **** pray you never leave me behind
Because good music can be so hard to find
I take your head and pull it closer to mine
Thought love was dead, but now you're changing my mind
My heart's a stereo
It beats for you, so listen close
Hear my thoughts in every note
Make me your radio
Turn me up when you feel low
This melody was meant for you
Just sing along to my stereo
Oh oh oh oh To my stereo
Oh oh oh oh So sing along to my stereo
♪♫♫♪♪♥♫♪♥♫♫♥♪♪♫♥♪♫♫♥♪♪♫♪♫♫♪♪♥♫♪♥♫♫♥♪
http://www.youtube.com/watch?v=T3E9Wjbq44E&feature=player_embedded



Amor e música... sempre ligados.


As músicas vão se tornando também parte do filme que criamos.


Espero que não seja muito difícil encontrar boas músicas... Mas abrir os ouvidos se faz necessário para tanto.





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Verbos Sujeitos



Olhos pra te rever
Boca pra te provar
Noites pra te perder
Mapas pra te encontrar
Fotos pra te reter
Luas pra te esperar
Voz pra te convencer
Ruas pra te avistar
Calma pra te entender
Verbos pra te acionar
Luz pra te esclarecer
Sonhos pra te acordar
Taras pra te morder
Cartas pra te selar
Sexo pra estremecer
Contos pra te encantar
Silêncio pra te comover...
Música pra te alcançar...
Refrão pra enternecer...
E agora só falta você
Meus verbos sujeitos ao seu modo de me acionar
Meus verbos em aberto pra você me conjugar
Quero...vou...fui...não vi...voltei...
Mas sei que um dia de novo eu irei


Zélia Duncan

Para julho entrar sorrindo


para a cabeça: sombrinha

para os ouvidos: Ana Carolina

para o nariz: cheiro de chuva

para os olhos: gotas

para a boca: chás

para os cabelos: franja

para o pescoço: massagem

para o peito: alívio

para as mãos: luvas

para a barriga: abdominais

para o quadril: vai e vem

para as pernas: agachamento

para os pés: galochas

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“Claro, o dia de amanhã cuidará do dia de amanhã e tudo chegará no tempo exato. Mas e o dia de hoje?”



Porque quando fecho os olhos, é você quem eu vejo; aos lados, em cima, embaixo, por fora e por dentro de mim. 
Dilacerando felicidades de mentira, desconstruindo tudo o que planejei, abrindo todas as janelas para um mundo deserto. 
É você quem sorri, morde o lábio, fala grosso, conta histórias, me tira do sério, faz ares de palhaço, pinta segredos, ilumina o corredor por onde passo todos os dias. 
É agora que quero dividir maçãs, achar o fim do arco-íris, pisar sobre estrelas e acordar serena. 
É para já que preciso contar as descobertas, alisar seu peito, preparar uma massa, sentir seus cílios.

 “Claro, o dia de amanhã cuidará do dia de amanhã e tudo chegará no tempo exato. Mas e o dia de hoje?” 

Não quero saber de medo, paciência, tempo que vai chegar. Não negue, apareça. Seja forte. Porque é preciso coragem para se arriscar num futuro incerto. 
Não posso esperar. 
Tenho tudo pronto dentro de mim e uma alma que só sabe viver presentes. Sem esperas, sem amarras, sem receios, sem cobertas, sem sentido, sem passados. 
É preciso que você venha nesse exato momento. Abandone os antes. Chame do que quiser. Mas venha. Quero dividir meus erros, loucuras, beijos, chocolates… Apague minhas interrogações. Por que estamos tão perto e tão longe? CFA

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