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Verbos Sujeitos



Olhos pra te rever
Boca pra te provar
Noites pra te perder
Mapas pra te encontrar
Fotos pra te reter
Luas pra te esperar
Voz pra te convencer
Ruas pra te avistar
Calma pra te entender
Verbos pra te acionar
Luz pra te esclarecer
Sonhos pra te acordar
Taras pra te morder
Cartas pra te selar
Sexo pra estremecer
Contos pra te encantar
Silêncio pra te comover...
Música pra te alcançar...
Refrão pra enternecer...
E agora só falta você
Meus verbos sujeitos ao seu modo de me acionar
Meus verbos em aberto pra você me conjugar
Quero...vou...fui...não vi...voltei...
Mas sei que um dia de novo eu irei


Zélia Duncan

Amor de verdade?


O que eu não gosto é do jogo, das garantias...
As pessoas tem muitas teorias de como as coisas devem ser...
As mulheres querem se sentir únicas e protegidas e ter um relacionamento sério... ou querem só sair pegando. (e outras tantas variáveis)
Os homens querem ter liberdade e também querem uma mulher pra chamar de sua... (entre outras coisas)
Mas o que eu quero dizer é que, antes de qualquer coisa acontecer, as pessoas “sabem o que quererem”.

“Eu não vou começar a ficar com um cara que não quer nada sério”
“Eu não quero me envolver agora, estou focado na minha carreira”
“Já sofri demais, agora quero só avacalhar”

Não sei... as pessoas não deixam que a coisa aconteça. Colocam pré-requisitos demais, além da conta.

Algumas coisas a gente não consegue evitar, eu sei... Mas eu quero derrubar esses mecanismos e quero o amor que dure... Dure o quanto tiver que durar.

Eu acho o termo “amor de verdade” um horror!

Amor de verdade? Como assim?

Eu quero acreditar no amor e ponto.

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Mais uma dose...

Será que é assim, palpitante e morno, só porque não se consumiu?
Eu já descrevi a lembrança dele como morna outras vezes... E descreve bem.
Não é menos amado agora que o grande mistério se foi... Talvez seja até mais amado.
Tão perto... Tão engraçado e incrivelmente encantador.
Eu leio o que ele escreve e ouço o que ele me diz sem palavras. Queria estar em sua vida e estou.
Tenho tanta e tão plena certeza disso que chego a sentir tristeza.
O dia comum, a rotina... As bebidas, as contas pra pagar.
Não precisava ser assim... Não?
De fato eu não tenho como saber... Ninguém tem.
A fantasia dele nunca me fez mal... Eu chorei de saudade do que não vivi várias vezes... Mas um choro de propósito...Com a música devidamente escolhida e um espelho para que eu visse o meu sofrimento por amor.
Porque, apesar de tudo que sei agora, eu não mudaria nada. 

Eu não bebo whisky, mas tomaria um agora...

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