Boas e novas

Sabe aquelas histórias que tem que ser contadas? lá vai mais uma.

Outro dia entrei numa discussão porque gozo fácil. Eu nem imaginei que algum dia poderia estar numa situação como essa. Estavamos num motel sem graça, no fim do dia. Depois do cara me comer de todo jeito tivemos uma pausa, eu tava sem fôlego, e ele me salta:
- pôxa vc nem gozou.
- como não? eu perdi as contas.
- ah, então vc é muito discreta.
- ... eu gozo só de vc piscar pra mim amor.
- ah tá.
- ah tá?? não tá acreditando? tá bom, dá próxima eu faço um escândalo.
Tudo bem, a pausa acabou e voltamos aos trabalhos. Frango assado, folhinha verde, canguru perneta... Tudo ótimo! E em todos os gozos eu fazia questão de gemer alto, falar coisas do tipo: "Ahhh, vem com tudo!" que eu acho podre. A cada grito, ele mudava a posição. E lá se ia o kamasutra todo. Depois de uma hora, ele goza. Estamos muito bem, exaustos, lavados de suor, recostados um no outro sem dizer nada. Mas, a paz tinha que ser quebrada por mais uma frase inesperada.
- Realmente, você goza muito fácil. Pela sua idade eu achei que ia demorar mais.
- Ôxe, o que tem a minha idade a ver com isso?
- Mulheres mais jovens gozam mais rápido, tem menos experiência. Na sua idade já sabem bem o que querem, não se contentam com tudo.
- Eu espero que você esteja feliz com isso. Pelo menos eu tô considerando que cê tá me chamando de ninfeta.
- Não exatamente. Eu achei que você fosse mais experiente.
- Pois fique sabendo meu amor que só meus ouvidos são virgens.
- Que bom, até porque eu não tenho tara por ouvidos maculados.
- Mas, a transa não foi boa pra você?
- Foi, foi uma delícia. Mas da próxima eu me preocupo menos em fazer você gozar.
- Ah tá.
- Não tô dizendo que não é importante, mas você mesma disse que goza com só uma piscadela.
- Não, tudo bem.
- Tá com cara de brava.
- Só estava pensando uma coisa. Eu passo a semana inteira guardando o meu tesão pra você, agora ouço reclamação porque eu não tenho problemas em gozar?
- Não foi isso.
- Tudo bem. Da próxima eu dou pro meu vizinho de escrivaninha antes de dar pra você. Gasto meus hormônios só pra demorar mais a gozar. Já que você gosta de ter tanto trabalho. Pensando bem, vai ter que ser varias vezes na semana, com aquela cara de lutador de jiu jitsu... Ai ai, tomara que ele seja bom de cama. Cê sabe, eu vivo pra te fazer feliz!

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Química


Tinha hora, local... Ele já estava lá... De cabelo molhado, tomou um banho enquanto esperava...

Ela vinha caminhando, atravessou a ponte... O coração já disparado... Subiu as escadas (toc Toc) bateu na porta...


Abriu a porta um ser em brasas, que não disse nada.
O calor que saia dele a incendiou instantaneamente...

A língua dele percorria seu pescoço, orelha e boca enquanto as mãos tiravam sua roupa toda...

Tudo revirado, a bolsa no chão, sapatos perdidos...

Já completamente nua ele a jogou na cama e a deixou de bruços...


Ele pára um momento, a visão daquela mulher de bruços é algo pra ser contemplado... Então beija aquela bunda, morde e morde o corpo todo...

Até que ele a penetra forte, com os dentes cravados no pescoço da mulher que geme sem saber sequer onde está...


Mas ele segura mais forte, e chama o nome dela... E ela está ali... Ele está dentro dela... E ele desaba quase inconsciente de prazer...

Agora ele parece não saber mais onde está...

E tateia o ar e a encontra...


Escorrendo pelo seu corpo ele chega com sua língua quente e faminta, mas ainda assim, lentamente, lambe, lambe, lambe e segura as pernas dela que estão tremendo e lambe e acaricia o corpo dela e beija as coxas e morde e lambe lambe...


Ela explode em gozo e uma luta se inicia...

Porque ele não quer parar e ela está à beira da morte... Com seus últimos resquícios de força ela o empurra, chuta, grita pra ele parar...

Seu corpo pulsa... Lateja... Ela é todo espasmo...

Ela tem um sorriso nos lábios...
Um homem enroscado em seu corpo...

O que aconteceu?

Eles riem...

Por vezes gargalham...

Como pode?

Não pode...

Claro que pode!

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Diariamente





Pra Outubro Entrar Sorrindo


para a cabeça: nuvens
para os ouvidos: sussurros
para o nariz: fábrica de biscoitos
para os olhos: horizonte
para a boca: desejo
para os cabelos: trança
para o pescoço: beijos
para o peito: suspiros
para as mãos: mãos
para a barriga: carinho
para o quadril: Shakira
para as pernas: estrada
para os pés: massagem

Baseado na Poetriz

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LÁBIOS DE MEL OU LÁBIOS SELADOS?

Gisele Centenaro


– Trambique, vem cá, tô precisando ter um lero contigo.
– Migo, again?! Trambique não, please.
– Amo a solidão, tu sabes. Vem dela toda minha independência. Sem ela, a morte.
– Sem a solidão?
– Sem a independência. A solidão é um problema conjuntural em razão da vizinhança que me impus neste planetinha.
– Baby, quer o ticket entregue à domicílio?
– Pra quê?
– Pra flutuarmos na nossa dimensão primordial, enfim.
– Quem aqui tá procurando companhia, Trambique?
– Mas mudar de vizinhança, em certas circunstância, clareia até as nuvens do céu.
– Na hora certa. E ela está chegando. Neste minutinho, porém, preciso de uma resposta…
– Se a esperas de mim, preciso de uma pergunta…
– Of course. Que gosto tem beijo quando os lábios estão selados?
– Hahahahahahaha…
– Cara, contei uma piada, por acaso, pra provocar essa gargalhada inesperada?
– Tu tens noção do que me perguntastes?
– Tu tens noção do que me ensinas, gota a gota, nos sonhos que sonho imaginar ao pensar em ti?
– O que te ensinei eu sobre lábios selados?
– Well, contou-me segredos estelares sem empregar todas as letras do alfabeto terráqueo, somou e subtraiu na tabuada que me destes sem que as contas tivessem qualquer finalidade, mostraste-me seiva escorrendo pelos teus dedos para fazer desabrochar flores muito antes de chegar a primavera, transformastes a maça que lhe dei num big coração que transcende a plantação dos amores…
– E teus lábios permaneceram selados sobre tudo que te dei?
– Até aqui…
– Queres, primeiro, rever os dados sobre os lábios ou os detalhes dos selos consumados?
– Se a capa cair…
– Lábios de mel ou lábios selados?
– Sinceridade…
– Sempre…
– Hoje estou tão melzinho…
– Mel desperdiçado se a única a tirar proveito da tua doçura é a solidão.
– Pois então. Mas sou livre…
– Vem pra mim, vem.
– Pra tu me amarrares com as cordas da tua voz, pra atares minhas mãos com os laços que nos unirá em eterno sussurrar desta galáxia, pra impedires meus passos ao entrelaçar tuas pernas nas minhas sem compaixão, ainda que eu caia de joelhos?
– Pois serás assim absolutamente minha. E eu serei universalmente teu. Que mais desejas de belo e aconchegante na construção deste nosso mundinho encantado, na qual tenho empregado sofreguidão em doses descomunais?
– A liberdade. Sem ela serei destituída talvez até dos lábios…
– Ah! Eis o Segredo Maior. Jamais os perderá desde que continues escutando minha voz. Unida a ela estarão teus lábios, para sempre, enquanto o desejares, selados, ainda que vertam mel…
– Sobre o beijo…
– Tens de beijar.
– Pois, Mané, se meus lábios estão selados, faço como?
– Hahahahahahaha… Receba as flores que lhe dou…
– Estás mudando o rumo da conversa…
– E em cada flor um beijo meu…
– Mané, custa caro pra caramba esta ligação entre a Terra e o Não-Ser, percebe? Daqui a pouco, a linha cai sem que tu tenhas me respondido o que perguntei…
– São flores lindas que lhe dou. Rosas vermelhas com amor. Amor que por você nasceu. E seja assim por toda a Vida.
– Bolou o cérebro again, Cavaleiro do Apocalipse?
– Injusto. Pois justamente tenho feito de tudo para ver sorrisos em teus lábios. E a Deus mais nada pedirei, querida, mil vezes querida, Deus, já na terra nascida, sabes que tu és, e sempre foi, a namorada que sonhei…
– Vou te dedar pro Conselho… Na Terra chamam teu comportamento de assédio…
– Hahahahahahaha… Não me digas que tu me julgas sexual, ainda, em alguma coisa, mesmo que seja por sensações de assediamento! Ora, no dia consagrado aos namorados, sairemos abraçados por aí, quem sabe a passear, um dia no futuro então casados, mas eternos namorados…
– Já te disse que não me vejo sem a minha liberdade, imposição, nesta dimensão da fatalidade, da minha venerável solidão…
– Ah! Flores lindas, eu ainda vou lhe dar. Que seja assim por toda Vida, querida, e a Deus mais nada pedirei.
– Disso tenha certeza, pois é fato que tem pai que é cego, mas o teu…
– Hahahahahahaha… Querida, mil vezes querida, por teres teus lábios selados, os únicos que podes beijar são os meus…
– E se tu és uma impossibilidade, me diga, Ser Supremo, se meu destino, portanto, é nunca saber que gosto um beijo tem.
– Receba as flores que lhe dou… E em cada flor um beijo meu…
– Primeiro as vermelhas ou as brancas?
– Well, creio que no jardim que te cultivei encontrarás, se procurares bem, uma maça transformada num big coração que transcende as plantações dos amores dos homens comuns, tendo raízes na mais bela constelação que poderás alcançar ao tocar, com teus lábios, as pétalas das rosas…
– Se tenho teus beijos ao tocares meus lábios selados, a Deus mais nada pedirei.

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Motivos para não acreditar nas pessoas.

Acordei indisposta. Baita dor de cabeça. Fiz as coisas de costume e fui ao trabalho. Adiantei tudo que tinha pro dia, pensando que a dor podia piorar. E piorou, graças a algo que não preciso detalhar aqui. Segui para a enfermaria. Diagnóstico: pico de hipertensão. Remédio: descanso. Fui pra casa.
No caminho, lembrei que precisava passar num laboratório fotográfico. Morrendo ou não. Ninguém faria isso por mim.
A contragosto, com a cabeça explodindo, caminhei pela rua lotada, debaixo de um sol filho da puta. É quando vejo uma senhora deitada no chão, respirando com dificuldade. As pessoas a rodeavam, mas não tomavam quaisquer atitudes. Me aproximei, ajoelhei junto a ela, armei uma sombrinha pra proteger seu rosto do sol e perguntei se ela tava me ouvindo. Disse que sim, que só estava tonta, mas a sombrinha já tava ajudando. Perguntei se conseguia levantar e caminhar até o banco (ela esperava na fila). Disse que sim. Um policial nos ajudou até lá. Deixei algum dinheiro pra que ela pudesse lanchar e minha sombrinha, pra que não tomasse sol na volta pra casa.
Saí dali e só então lembrei que eu tava doente. Comecei a ficar tonta. Mas precisava ir ao laboratório. Cumpri com minha obrigação e tentei voltar pra casa. Tava difícil. Sentei num banco e esperei que passasse um táxi. Não dava pra caminhar até o ponto de táxi mais próximo.

Ninguém perguntou por que eu chorava. Ninguém me ofereceu ajuda. Nem os mais próximos. Meu celular tava no bolso, impassível. Nem um toque. Nem uma mensagem pra saber se era eu quem estava estirada no chão esperando uma ajuda que quase não vinha.

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Uma moça e vários flertes

Não procurei.

Mal encostei naquele lugar, olhei em volta e lá estava. Juro, não fazia meu tipo!
Em momentos normais eu nem olharia.. mas aquele era um momento normal, porra! Que aconteceu comigo?

Pouco importa agora...

A verdade é que sequer nos falamos, não sei onde mora, o que faz, que autores lê.
Não sei se acha cinema uma bosta e fotografia uma perda de tempo.
Não sei se estuda medicina ou passa os fins de semana na praia de Boa viagem.
Não sei nem se tem o temível piercing no umbigo.
Dela, só lembro da correntinha dourada com seu nome: Manuella.

O mundo dos flertes é mesmo estranho... basta um tempinho mais, um lugar diferente, uma pessoa interessante e lá estamos nós, flertando.

É uma mexida no cabelo, uma ajeitada na roupa, uma olhada discreta, um sorrisinho de canto.
Engraçado que, nessas horas, nem pensamos que o outro pode ter dente torto, usar touca a noite, cheirar a perfume barato e usar cinta.

Quem pensa, logo de primeira, que aquele belo par de peitos é fruto de um superup? Ou que aquelas pernas grossas são um acúmulo de tecidos ( aqueles fulanos que usam cueca samba-canção mais short mais calça, saca? Querem que eu dê nomes aos bois? haha)

A verdade é que o flerte faz parte da nossa natureza... nossos avós faziam, nosssos pais também e nós vamos perpetuando o costume.

Eu, por exemplo, costumo flertar por esporte. É divertido até...

Mas com a Manuella não.. com ela é diferente, é coisa séria. Tu pode até ser crente,Manu... eu ligo não,tá certo?

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Quem estou, onde sou?


Amar é nunca ter que pedir perdão.

Tenho que discordar...

Amar é perdoar.

Claro que eu estou falando isso assim... Desse jeito tão simples, como se fosse muito fácil porque estou do lado magoador da história.

E quem sou eu? Sou uma pessoa que não nasceu, ou ainda, não foi preparada ou acostumada a ter conversas profundas, a analisar os próprios sentimentos e não me vi muitas vezes na vida tentando me encontrar ou me entender ou nada disso...

Aí, quando acontece alguma coisa que me faz pensar nos “porquês”, nos “de onde veio isso”, e começo a sufocar psicologicamente... Suspirando, perdendo o ar e me refugiando em banalidades como Best-sellers e seriados de comédia... Só assim depois de uma agonia muda que eu procuro as raízes das questões... Nem sempre eu encontro... Mas é a procura que faz crescer (eu acho).

Definitivamente não sou uma pessoa de certezas...

Tenho dificuldade em entender as dimensões dos fatos... Mas conheço o muro invisível que se forma, é invisível e denso... Estar na frente desse muro é pior do que dor física... É como ser jogado de sopetão em uma realidade paralela onde o mundo não faz sentido... Nem as cores, nem a música...
Por assim dizer, se a minha produção de Serotonina não fosse super alta eu ficaria muito deprimida com as coisas que eu sou capaz de fazer e deixar de fazer...

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Eu gosto de pessoas

Eu gosto muito de bobagens... Futilidades... Filmes água com açúcar da pior qualidade... Músicas melosas... Best-sellers (exceto os de auto-ajuda, pra falar bem a verdade os de auto-ajuda que ficam na estante de auto-ajuda, porque já li uns livros que são auto-ajuda disfarçada... COMER REZAR AMAR, MELANCIA, e até os DELÍRIOS DE CONSUMO DE BECKY BLOOM... Bem... se você lê-los pode não achar auto-ajuda, eu que me identifiquei com as personagens)...

O que eu tava dizendo? Ahh... Gosto de gatos, não de todos os felinos mesmo os abandonados na rua, gosto do Gato lá de casa...

Com cachorro é a mesma coisa.

Odeio pássaros, digo, tenho fobia... Só de imaginar tocar em penas que respiram... Cruzes!!!

Não sou amante da natureza...

Não contemplo as estrelas...

Não sou apaixona por mar ou cachoeira...

Praia ou campo? Sei lá... Depende... Quem vai?

Eu gosto mesmo é das pessoas...

E como sou muito influenciável, acabo sendo um pouco do outro, muito mais claramente do que, digamos, a maioria...

Não que eu pegue o jeito de falar (e eu pego muitas coisas de muitas pessoas), mas é que acabo gostando das coisas que essas pessoas me mostram, quando elas o fazem com entusiasmo...

Quando eu era ainda mais jovem do que sou agora...


Uns 8 anos atrás...


Comecei a gostar do Chico Buarque...

Meu irmão me disse que eu só gostava porque meus novos amigos gostavam e eu tava só imitando...

Desabafando isso com a amiga ChicoBuarquiana em questão ela me disse: “ Nada disso, você tinha a letra de João e Maria no seu caderno, antes de saber que era do Chico!!!”

EITA!!! É mesmo!!!

Sem falar que quando a amiga declamou Retrato em branco e preto pra mim, na beira mar de Olinda...

Pô, eu quase chorei... Ainda que jovem demais pra saber do que a música estava falando, mas muito triste pela “sensação de que já vou tarde”...

De Chico pra cá já foram muitas coisas...

Muitos filmes...

Músicas...

Cheiros...

Comidas...

Bebidas...

Eu agora tenho sushi entre minhas comidas preferias, e tenho vinho como uma das bebidas (ainda gosto muito de cerveja, droga)...

Me alegro quando vejo que algumas coisas eu trouxe também... E que essa troca tem sido muito rica...

Adoro ter amigos de longa data...

Gosto quando as pessoas dizem que me conhecem, mesmo quando dizem coisas com as quais não concordo (hehehehe)...

Gosto porque isso significa que estão prestando atenção em mim... E adoro dizer: “ Fulano, não vai fazer isso ... Eu conheço ele!”

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Broke


Difícil demais, demais até... Porque a gente é assim? De onde vem esse monstro do ciúme? Porque a gente perde as certezas em fração de segundos por causa dele?


Não sou uma pessoa ciumenta... Pelo menos não dessas que sentem ciúme da sombra... Na verdade, poucas vezes me senti ciumenta... O que recentemente me despertou tal azedume é a constatação de que em certos nichos, já não sou novidade. E olhe que eu tenho certeza que de que sou muito amada e tudo isso, embora eu esteja fazendo questão de que tal fato seja relembrado pra me sentir melhor (shame).


Aí, eis que em minha mente, surge o questionamento... Porque você está se sentindo assim menina? Está louca? Perdeu o pouco juízo que você tem?


Sabe o que é?



Não que eu esteja sendo barrada, nem nada disso, é que a minha situação atual é de “sérias restrições orçamentárias” e eu não posso me escalar em saídas e baladas e nada de eventos que necessitem gastos superiores a R$1,00... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Tá foda !



Falando com meu irmão eu disse: “ Não que meus amigos sejam do tipo pirangueiros(longe disso, muito longe, eu que o diga), mas sabe como é? Sair nas costas dos outros é meio mau demais”

E meu sábio irmão responde: “ Tô ligado, ter simancol é uma qualidade muito necessária, tá ligada?


Escrevo isso no auge da coisa... Na manhã seguinte a conversa com meu irmão, da constatação da minha triste situação financeira/profissional... Sem emprego certo... E tentando despertar o ânimo de estudar para os concursos da vida...


Espero que logo, logo mesmo, eu releia isso e pense: “ Ainda bem que essa fase passou, ainda bem que agora eu posso ir para eventos de R$10,00”. Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Brincadeira...
Acho que estou fazendo a coisa do jeito mais certo que posso... alguns escorregos aqui e tal... Uma preguiça acolá... Mas eu tô ligada...


“Se a canoa não virar, olê olê olá, eu chego lá...”

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Adorável Canalha - Fabrício Carpinejar

É um defeito, mas nada mais delicioso do que ouvir de uma mulher: "CANALHA!"

Ser chamado de "canalha" por uma voz feminina é o domingo da língua portuguesa. O som reboa redondo. Os lábios da palavra são carnudos. Vontade de morder com os ouvidos. Aproximar-se da porta e apanhar a respiração do quarto pela fechadura.

Canalha, definitivo como um estampido, como um tapa. Não ser chamado de canalha pela maldade, mas por mérito da malícia, como virtude da insinuação, pelo atrevimento sugestivo. Não o canalha canalha, mas o ca-na-lha, sem repetição. Único. Irrepetível. Não o canalha que deixa a mulher, o canalha que permanece junto. O canalha adorável que ultrapassou o sinal vermelho para levá-la. O canalha que é rude, nunca por falta de educação, para acentuar a violência do amor. Canalha por opção, não devido a uma infelicidade e limitação intelectual. Canalha em nome da inteligência do corpo.

O canalha. Como um elogio. Um elogio para dizer que é impossível domesticar esse homem, é impossível conter, é impossível fugir dele. Canalha como pós-graduação do "sem-vergonha".

Bem diferente de crápula, que não é sensual e define o mau-caratismo indelével, ou do cafajeste, alguém que não presta nem para ser canalha, de índole egoísta e aproveitadora.

Eu me arrepio ao escutar canalha. Um canalha que significa o contrário do dicionário. Nem perca tempo consultando o Aurélio e o Houaiss, que não incluem o sentimento da pronúncia. Estou falando do canalha que suscita aproximação, abraço, desejo. Um canalha que é um pedido de casamento entre as vogais.

É pelas expressões que se define a segurança masculina. Sempre duvidei de homem que diz que vai fazer xixi. Xixi é coisa de criança. Eu não represo a gargalhada quando um amigo adulto e de vida feita comenta que vai fazer xixi. Imagino o cara sentado. Infantil, como Ivo viu a uva. Já urinar é muito laboratorial. Prefiro mijar, direto, rápido e verdadeiro. As árvores mijam. Os relâmpagos mijam. Os cachorros mijam para demarcar seu território. Aliás, o correto é não anunciar, ir ao banheiro apenas, para evitar constrangimentos vocabulares.

Canalha funciona como uma agressão íntima. Uma agressão afetuosa. Uma provocação. Não se está concluindo, é uma pergunta. Canalha é uma interrogação gostosa.

Não ficarei triste se esquecer meu nome, chame-me de canalha.

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Um passo. Outro?

- Fiz merda?
- Não sei, talvez.
- E agora?
- Não sei, espera.
- Esperar o que?
- Não se decepcionar.
- Confio?
- Sim, confie.
- Tens medo?
- Sim.
- Mas você quis, né, você fez, gostou.
- Eu estava decidida a não fazer, mas me deixei levar...
- Tá arrependida, é?
- Não...tô com medo.
- Medo de quê, afinal?
- De não ser nada, quem sabe.
- Hã. Não acredito.
- Como não?!
- Você, que cospe aos quatro ventos ser adepta do amor livre, que fala que pele é só pele, que não está nem aí pros outros...cê tá com medo, é?
- Aaahn, bom, eu acredito realmente nisso tudo, tá?
- Então você é hipócrita.
- Mas por que?
- Fala uma coisa e faz outra? Hipócrita.
- Não é bem assim...é meu resquício mais forte dos ditames da nossa boa e velha sociedade. É errado eu querer que seja especial? Que eu tenha medo de ser usada?! Vá pra merda, eu não sou hipócrita.
- Ah, sim...você é, linda hipocritasinha. Cê tá com drama só porque é a primeira? Só ela conta? Depois vai a banda voou, é? Quero só ver...
- Depois será tudo mais fácil, eu acho. Espero, na verdade.
- Rum.
- Você devia me ajudar, sabe?!
- Eu? Eu tenho que lhe mostrar a verdade, minha cara.
- ...
- Você confia nele?
- Pior que sim. Não tenho como não confiar quando há tanta sinceridade envolvida, não tenho nem como ficar chateada. É tudo tão...natural. Cumplicidade é uma boa palavra.
- Cê sabe que podia pegar alguém melhor, né?
- HAHAHAHAHAHAHAHA Eu até sei...
- Hunf. Você vai até o fim, tem certeza?
- Sim, eu quero.
- Obstáculos?
- Alguns.
- De quem?
- Físicos, meu. Outros dele...
- Cê não quer dar num buraco escuro, é? HAHAHAHAHAHHAHA
- Aaf, não.
- Tá bom...eu paro. Me diga, você gostou?
- ushushsuh Sim, eu gostei. Poder é interessante, né?
- Poder feminino, ai ai...e ele, como ficou?
- Do jeito que eu queria.
- Sua safada.
- Safada, eu? Só humana...
- Ta aí, humana...pra quê o drama?
- Hm, humana inserida num mundo, não rola. Não vou dar assim, do nada, só porque há excitação e, jesus, há bastante tesão. É só que, apesar de tudo, eu quero, eu confio, mas...a gente precisa de um estopim, né?
- Precisa mesmo. Põe fogo nisso tudo. Mas, você ainda não contou como foi.
- Besta. É, não contei...
- Vai falar logo ou não?
- Vou, oras. Começou de brincadeira...como outras que ele fazia e eu ignorava lindamente. Só que, bom... a gente já tava com a web ligada, existe todo um envolvimento, né. E, sério, de início, eu estava certa de não fazer nada. Só provocar.
- Você adora provocar, ai ai ai...
- Sim, adoro, algum problema?
- De jeito nenhum...só não queria estar na pele de quem você for apenas provocar.
- HAHAHA Subir pelas paredes, 'torturar'...
- Depois não me diga que não é safada.
- Af! Pois bem...fizemos um acordo. Ele me fez uma proposta, na verdade. Eu não ia aceitar, já disse isso, eu sei...mas fui me deixando levar, fui levando, sendo levada. Pronto, fiz minha parte. Eu me mostrei, instiguei, por assim dizer, todo o bem estar do meu galante par virtual.
- E agora, qual o próximo passo?
- Hm...é o passo que eu gosto. Ao vivo. Minha barganha na proposta: eu e você, ao vivo, pele, mãos e tudo mais. Não sei como vai ser, sério...como ele diria: esse suspense me mata.
- Sei, e você vai ficar parada? Logo você?
- HAHA O que eu posso fazer? Empurrar numa parede e agarrar?
- Ele não iria reclamar, aposto.
- Eu espero que não, né. Eu faria isso com o maior prazer, creia-me.
- Sério, garota, é isso agora? Cê sabe que sua barganha pode ir além do combinado, né? Mais uma vez, pra valer: você vai até o fim?
- Vou sim. Resta agora ele terminar o que começamos. Consumar.



Aguardem cenas do próximo capítulo - ou não, é minha primeira vez aqui, não sei se volto. Mas a experiência é ótima.

por Inefável.

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Rodrigueando

Ele não é o cara mais bonito do mundo, nem o mais legal. Tampouco tem em si qualquer coisa de gentil. Não comigo.

A mais recente dele é dizer que queria me ver nua, só pra ter certeza que eu sou uma menina. Sim, ele vive dizendo que eu penso como homem, ajo como homem. Alguém acredita nisso?

Pois é, acontece. Ainda ontem falei pra ele: “Olha, dá pra ser ou ta difícil?” Sabem o que ele me disse? “Precisamos criar um clima!”(...) Ah, meu Deus, que porra de clima. Só quero te comer, cara. Não quer, ok, oras!

Sejamos pragmáticos. Cadeia alimentar.

To te esperando, demora não.

M.M.

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Por que ainda falo com ele?

Ora, vejamos...

Antes de qualquer coisa, ele é uma figura quase mitológica e a curiosidade de conhecer um mito é muito normal.

Eu diria que tudo começou porque eu tinha uma colher e ele estava me dando sopa (Putz!).

Agora... Por que segue continuando é mais difícil de dizer...

É claro que nos damos bem em vários aspectos e tem uns aspectos que “NOSSA SENHORA”, uma junção de fome com vontade de comer que é brincadeira. (ui ui ui )

Mas há também uma coisa que eu não sei explicar...

É fácil estar junto dele...

É bom...

É confortável...

É altamente instrutivo...

Sei lá...

Também devo dizer que ele enche a minha bola e não há quem não goste disso. (Umas pessoas mais que outras e eu sou das que gosta mais ^^ )

Tem horas que ele viaja e fala coisas sobre mim que nem eu mesma sei (?) e fala também de assuntos dos quais eu jamais ouvi falar...

No mais, esse homem tem uma fama (má fama) que o precede. Há quem diga que ele é um Bad Guy... Será?

Eu não consigo dizer isso... Mas que ele tem um “Q” de vilão, de lobo mau...

AAAhhhhh, isso ele tem!!!

E a mocinha que há em mim simplesmente não pode resistir.

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Ele era o primeiro nome na minha agenda telefônica

Não sei onde nos conhecemos. Quer dizer, até sei, nas não quero contar. Me deixem com esses detalhes capciosos resguardados. rs
Lembro bem do nosso primeiro encontro. Eu, segundo período da faculdade, 19 anos, meio perdida, "santinha". Ele, diretor executivo de uma empresa, 33 anos, bem sabidinho. Começava ali um relacionamento que até hoje não sei descrever muito bem. [Ou será que sei mas, novamente, não quero contar? rs ]
Desde esse primeiro encontro, nos víamos eventualmente. Uma ou duas vezes por mês, alguns papos no msn, telefone, nada mais. Minha preocupação em iniciar o-que-quer-que-fosse-aquilo com um cara totalmente desconhecido e fora dos meus padrões [Já falei que além de velho ele era feio? Pois era.. rs] tinha um único motivo: aprender com ele pra usar com os outros. Cafajeste isso, senhores? Me perdoem, eu era só uma menina. haha
Pois bem, 6 meses se passaram nessa pisadinha, como diz o cantor de forró, até que eu "precisei" viajar. Um mês fora, viajando o nordeste de moto. Claro que eu não ia perder. Aviso pro dito cujo que estou indo curtir a vibe "cabelos ao vento", somente por desencargo de consciência. E vamos que vamos.
Durante a viagem nos falamos algumas vezes e em todas elas o cidadão se convidava a ir me buscar de avião, dizendo estar com saudades e toda aquela conversa pra boi dormir. Prometi [depois de muita insistência dele] que nos falaríamos tão logo eu voltasse. Assim fiz.
Voltei ao mundo real e liguei pra ele uns dois dias depois, já descansada. Todo empolgado, ele prometeu me ver naquele dia, o que não pode acontecer já que a aula dele acabaria muito tarde. Pedi que ele deixasse, então, pra outro dia. [Detalhe: Mesmo assim ele insistiu pra nos vermos naquele dia, eu quem protelei.]
Dia seguinte, pouco antes da hora marcada com ele, as meninas me chamam pra tomar alguma coisa. Prontamente aceito, e peço um minuto pra avisar ao fulano que me encontre no bar. Ele nao atende. Sigo com as meninas e lá tento outro contato. Nada.
Um bolo, senhores. Eu tava tomando um fora. No auge do meu amor próprio, desliguei o celular e nunca mais fiz contato com o dito-cujo.
Cerca de 1 ano depois, bem mais espertinha, decido cutucar a onça. Como se nada tivesse acontecido, desbloqueei ele no messenger. O cidadão, claro, solicito diante de uma marmita [embrulha pra comer quando dá vontade, sacou o trocadilho?], me convidou pra sair. Eu aceitei. Marcamos entao às 20 horas daquele dia. Exatamente nesse horário ele me liga. Eu não atendo. Ele espera mais uns minutos e me liga novamente. Eu não atendo. Ele me exclui do msn e orkut.
E eu dou risada de alguém que achou que ia me dar um bolo e sair ileso.


Menina Má.

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Coisas que eu sei...


Pra dizer que eu descobri uma coisa... Uma coisa que eu já tinha ouvido mil vezes... E que até imaginava ser triste, mas não sabia o quanto... É assim:
“Estar sozinho é quando no meio de um milhão de pessoas sentir falta de apenas uma”
É muito punk isso... Ainda mais porque você não tinha viajado... Você não queria me ver...


E então eu senti um silêncio interior horrível... Quando eu olhava dentro de mim eu via um silêncio pesado... Desses que querer estourar os tímpanos... Como uma pressão de alguma coisa que vai fazer muito barulho e não consegue...
E como criança eu fugia como se fosse um pesadelo... Desses recorrentes... E como se fosse um sonho mal eu não podia contar pra ninguém, pra não se realizar...
Mas eu sabia que estava sozinha... E me dava uma vontade de fugir... Mas mesmo ao me imaginar na Conchinchina eu sentia o mesmo silêncio e pensava: Ela não vai me escrever.

A Conchinchina não resolveria ...

Ainda bem que você voltou...


Quem tem um amigo, mesmo que um só, não importa onde se encontre, jamais sofrerá de solidão; poderá morrer de saudade... Mas não estará só!"
Amyr Klink

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- Você ainda tem alguma dúvida, colega?

-Ele é punk!
Foi meu primeiro pensamento ao ver o loirinho chegando ao nosso grupo. Era noite, estávamos no meio de uma viagem e as conversas tomavam conta do ônibus, para passar o tempo mais rápido. Já havia reparado no cara, mas nada que me fizesse "Ó, nossa, que maravilha". Não antes do momento em que ele resolveu participar da discussão. Gente, além de super pegável o cara ainda era inteligente e muito bem articulado! Não posso com uma coisa dessas, né mesmo?
Começava ali a caçada. [Pera, não foi bem assim, vai... fui de levis! Prossigam...]
Olhar daqui, sorriso dali, cumprimento acolá. Já no acampamento passamos a nos falar mais vezes, às vezes saíamos pra tomar algumas cervejas, jogar papo fora e eu, claro, preparando terreno.
Um belo dia eis que o punk-tatuado-vegetariano me chama pra conhecer o centro histórico da cidade maravilhosa. Juntamos um grupo e lá vamos nós pra uma noite junkie super divertida.
Lá pras tantas o garoto começou a me parecer mais disponível [Claro, depois de uma noite de álcool todo mundo fica fácil, né mesmo?], sempre com uma resposta no mínimo ''convidativa'' pros meus comentários. É chegada a hora, né não, caros leitores? Pois bem, na volta pro acampamento, o senhor-punk e a garotinha-mpb foram conhecer a sala de reuniões e o resto vocês podem inferir. Voltando a Recife, ainda nos vimos uma vez, quando ele tocou com sua banda, e outra num breve encontro na Universidade. Desde então, pouco contato por MSN. Passei um tempao planejando outros encontros, mas depois percebi que saber esperar é um dom.

Gastei o tempo de vocês com essa história pq acabo de conhecer um punk. Coincidentemente, baixista da banda do loirinho. Ele me chamou pra sair e meu instinto sacana não me deixa aceitar o convite sem pensar: ''opaaaa, assim posso rever o outro''.

[Ai ai... aqueles rabiscos na pele. ]


Menina Má

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“Hoje eu ouço as canções que você fez pra mim...”

Na verdade você não fez, mas dedicou, canções pra mim, me deu essas canções que hoje fazem parte de mim... Músicas que ao serem ouvidas me contam de “tudo que poderia ter sido e não foi...” e, sobretudo, me trazem você que está tão longe...Assim como se vivesse na minha imaginação, como se fosse fruto dela (o que não deixa de ser uma verdade).



Mas você anda por aí, que eu sei... E não deixo de me alegrar ao imaginar que você também pensa em mim quando ouve essa ou aquela música... Foram tantas!!!

A que mais me deixa molinha é Juca do Chico Buarque... foi a 1ª que você me enviou via MSN e depois viera as outras...

Eu não sei dizer se “ o amor é crime ou se o samba é pecado...” Só sei que gosto de ser pega de surpresa por essa coisa morna que viaja em mim quando o Chico canta...

“Em legítima defesa
Batucou assim na mesa
O delegado é bamba
Na delegacia
Mas nunca fez samba
Nunca viu Maria”

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Que se pasa?

Tinha ficado solteira há pouco. Uma relação conturbada, que me deixou meio desnorteada quando deu seus últimos suspiros. Ainda tava me recuperando do baque quando surge o convite: Rio de Janeiro, amanhã. Topei.
Era um congresso totalmente desconhecido pra mim. Pouco sabia do que lá seria tratado e conhecia somente duas pessoas que iriam na nossa delegação. [E detalhe: conhecia de ter falado duas ou três vezes.] A cara de pau ia imperar, ou eu não teria com quem bater papo.
Explicada a primeira parte da história, vamos à parte interessante da coisa.

Cheguei ao Rio sem quaisquer expectativas. Montei minha barraca junto com uma amiga [Sim, claro, àquela altura do campeonato, dois dias no ônibus, já tinha conhecido metade do povo, ora! haha]. Só então fui ver o que me aguardava. O evento em questão recebia jovens de diversos países. Dinamarca, França, Venezuela e Equador [Uma pausa pro suspiro! *.*]eram algumas das nações representadas ali.

Tão logo chegamos, conhecemos um grupo de equatorianos super agradáveis. Uma garota e três rapazes. A língua era um problema, mas ainda assim a conversa rendia. Passamos um bom tempo conversando, até que era chegada a hora da primeira palestra.Seguimos e só voltamos a nos falar a noite. E assim foi durante os dias que lá estive. Porém, de um momento para outro passei a perceber um dos hermanos: negro, forte, certa de 1,90 de altura, sorriso perfeito e aquele sotaque que faz qualquer chica tremer na base. Dali em diante o mundo era feito de samba e bachata. [Mentira, eu paquerei alguns outros, mas isso eu conto depois!].
Passavamos horas dançando,tomando cerveja ou mesmo batendo papo nas culturais. Eu não queria chegar nele pq, sei lá como um estrangeiro reage a um "vemnimim", né mesmo? E ele também pouco [ou nada] fazia além de lançar olhares e comentar "Linda, chica, linda!". Pra encurtar esse Tratado de Tordesilhas, eis que chega o dia da despedida.

Com minhas malas já no ônibus, aproveitei pra tomar a ultima cerveja com os amigos do Equador. [É fiz alguns bons amigos, já falo disso, espera!]. Assim que sento, ele chega e nos acompanha na gelada. Conversa vai, conversa vem, ele diz que o amigo estava interessado numa mocinha. Ao que eu prontamente digo: "E você, ficou interessado por quem?"
[Ah nobres amigos, pausa para um suspiro infinito...]
- Por usted.
Ele disse que não tomou qualquer iniciativa porque tinha medo de se apegar e sofrer quando fosse embora. Fogos de artifício brilharam na minha cabecinha. Que coisa linda, gente. Que romântico.
Era chegada a hora da partida. Me despedi de todos eles com um abraço e segui para o ônibus. No caminho ouço um chamado. Era ele. Casablanca, última cena.
Aquele beijo arrebatador e a promessa: "Ainda vamos nos ver!"
Aquilo era demais pra uma micareteira. Um amor lejano.
Vim embora, com sua camisa, seu cheiro, suas lembranças. E seu msn.

Hoje, quase dois anos depois do nosso encontro, sei que ele é noivo há cinco anos e tem um filho de três. Nossa história de amor se resumiu a um beso. Nossas promessas ficaram no hasta algum dia. E ele era um safado! haha
Lembram que eu falei que fiz amigos equatorianos? Pois é. Essas amizades duraram. Estou de viagem marcada. Nas próximas férias vou conhecer o país, rever os amigos e, certamente, o dito cujo. Agora meu espanhol é fluente o suficiente para que ele ouça dos meus lábios brasileños:


TODOS LOS HOMBRES SON IGUALES!


Menina Má.

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Da arte de cair em ciladas

Depois de tempos naquele joguinho de pega - não pega, eis que ele me convida pra "fazer alguma coisa" no dia seguinte. Segundo ele, poderíamos almoçar em sua casa e jogar conversa fora. Pensei que não era bem isso que eu queria fazer lá, mas como o primeiro grande passo estaria dado, avante!

Dia seguinte ele aparece pra me buscar com aquela cara de quem tem tudo arquitetado. -É hoje!, confesso que pensei.
No caminho até sua casa conversamos sobre as mais diversas coisas, sempre atencioso,agradável e, claro, lindo. [Abro aqui um espaço pra destacar que me segurei muito pra não mandar um "PQP, que delícia!" quando o vi! hahaha]
Chegamos ao seu prédio por volta do meio-dia. Ele foi logo colocando um jazz pra tocar, e me convidou pra tomar meu lugar na cozinha. [Sim, no caminho ele disse que já tinha adiantado o almoço e que nós faríamos o restante.] Pois bem...chegando lá me ofereceu um vinho, muito gostoso, por sinal, mesmo eu entendendo patavinas da ciência da enologia. Enquanto cozinhavamos, o papo discorria tranquilamente sobre os assuntos mais triviais, e o vinho, claro ia fazendo efeito.
Tempos depois, almoço pronto, garrafa de vinho vazia, primeiras conversas fora do script aparecendo e eu novamente pensando: -Agora vai! rs
Ele abriu mais uma garrafa de vinho para que almoçassemos. O papo já estava no patamar do misticismo. Daí pra chegar no real, faltava pouco. Ou não.
Segunda garrafa de vinho terminada, vamos à sobremesa, logo acompanhada de um whisky. Mais conversa jogada fora, mais tempo enrolando.[Sim, pq aí já eram umas 4 da tarde e eu já tava blasé, né?] Sento no sofá, ele levanta, vai ao quarto e me volta com dois edredons. Me entrega um, joga o outro no chão e diz que precisa dormir um pouco. SIM, DORMIR!
- Pois bem, cara, vai lá, dorme! Era o que eu tinha vontade de dizer.Mas como a menina muito delicada que sou, me limitei a dizer: "Bebeu um pouco demais, não é?"
Por sorte, a soneca durou pouco. Logo ele me acompanhou no sofá,me mostrou músicas, e o papo esquentou. Totally. Nem vou dizer que eu pensava "Até que enfim, vai ser!", mas -como vocês já devem ter sentido-, não foi. Papeamos sobre sexo por horas a fio e NADA! Absolutamente nada. Não me perguntem o que aconteceu, pq meu estado etílico se agravava, junto com meu tédio por estar ali há horas, esperando algo e NADA!


É, agora eu escrevo esse texto rindo pq, claro, já vi que desse mato não sai coelho e tirei o meu da reta[Se é que em algum momento ele esteve, né mesmo? haha]. Mas acreditem, passei dias remoendo as perguntas: Será que eu fiz algo de errado? Se ele não queria comer, pra que dispor pratos, talheres e taças sobre a mesa? E a última e mais foda de todas: Pq isso só acontece comigo? Hahhahahahahah


Postado por Menina Má.

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Um domingo no parque


Nos primeiros raios de sol, despertei!
Olhei pela janela e vi um céu azul perfeito e um sol brilhante e majestoso.
Fiquei feliz! O dia ia ser maravilhoso!

Nada melhor que um dia ensolarado para curtir com as amigas um passeio ao 7º maior parque aquático do país e seus incríveis toboáguas: Anaconda (toboágua em forma de serpente que desce uma árvore de 15 metros de altura); Amazonas River (é o rio lento mais longo do pais); Corredeiras (pistas de águas com 230 metros de percurso); Bumba (descida radical numa rampa por meio bóias).

O que poderia dá errado?
Expectativa maior para quem debutava nesse passeio, mas a emoção era geral!

Dado alguns contratempos iniciais, conseguimos reunir a todas e, finalmente, pegamos a estrada. Pegamos a estrada em um horário bem mais tarde que o programado... mas não tinha problemas, afinal, o dia prometia!

Bem próximo ao parque, alguém falou: parece que tem um pouco de transito mais na frente.

- Minha nooooosinhoraa! É um engarrafamento gigantesco - outra pessoa exclamou em tom de desespero.

De fato, era um mega engarrafamento!! E adivinhem para onde todos estavam indo??
Ao 'nosso' parque, celebrar conosco aquele dia maravilhoso.

E acho que esperamos nessa fila de carros umas 2 horas. Mas estávamos super agitadas e ansiosas para curtir aquele dia no parque, com aqueles enormes e emocionantes toboáguas e piscinas maravilhosas e não seria um engarrafamentozinho que iria jogar um 'balde de água fria' em nossas cabeças.

Seguimos lindas e serelepes! Afinal tínhamos as melhores companhias e um dia lindo-azul-perfeito a nosso favor.

Quando finalmente conseguimos avistar o tal parque, borbulhas de alegria nos sacudiram por dentro. Mesmo em baixo daquele sol escaldante, estávamos super animadas para dar o primeiro mergulho naquelas águas mornas e nada mais importava, agora com uma faísca de dúvida, o dia prometia ser maravilhoso!!!

1ª faísca de dúvida - Estacionamento lotado, conseguir uma vaga só mesmo com os 'anjos guardiões de carros' os populares flanelinhas, que cobram preços maiores que o Anaconda ( maior toboágua do parque ).

2ª faísca de dúvida - Fila do ingresso dava um nó, ninguém na verdade sabia onde começava nem onde terminava e, depois de adquirir o ingresso ( no precinho camarada) tinha que entrar em outra fila... ao todo 3 filas para entrar no parque ( nessa hora devíamos ter ido embora! Era o momento: é agora... ou nunca!). Decidimos - É Agora. Entramos!!!!

3ª faísca de dúvida - Procedimentos após a entrada:

1 - Vistoria de bolsas; 2 - Fila para pegar a chave do armário; 3 - Fila para adquirir um cartão de consumação no parque...
Quando estávamos no passo 2 - Fila (com 2.500 pessoas) para pegar a chave do armário p/ guardas nossos pertences e se entregar as maravilhas do parque daquele resto de dia que prometia ser maravilhoso, e quando só restavam 150 pessoas em nossa frente uma mocinha saiu lá de dentro da fossa com um hálito de bosta ( isso mesmo, da fossa!!!) e gritou: ACABOU OS ARMÁÁÁÁÁRIO!!! - assim mesmo, sem concordância nenhuma!

Trocamos olhares cúmplices, quase de desespero, mas contudo, caímos na gargalhada! Não se tinha mais o que fazer! Tinha? Rimos da nossa má sorte e do fedor de bosta.

E lá estávamos: Cheias de bolsas e acessórios sem ter onde guardar-los, a metade do dia já tinha ido embora assim como a nossa disposição para encarar aquela multidão de gente, um sol de lascar qualquer quengo...

O dia perfeito-maravilhoso estava me cheirando ( fora o fedor de bosta) a uma grande cilada.

Mas não desistimos. A meta agora era achar um toboágua e viver fortes emoções mas... adivinhem???

Fila, Fila e muito mais fila pela nossa frente! Filas em 3D! Imaginem...

Era fila pra fazer o cartão de consumo, para onde se olhasse tinha uma fila, e para nossa gigantesca surpresa, fila de proporcional tamanho pra ir no tão sonhado, esperado e desejado toboágua!!

Só não tinha fila no banheiro...

Sem falar da cor da água das piscinas, era desesperador! Estava cinza, roxa, um misto de xixi e bosta, cheiro e gosto de fossa ( agora eu sei onde a mocinha da fila do armário tomava banho...).

Pensei eu, na ingenuidade que me é de direito, que pelo o valor abusivo cobrado por tudo dentro do parque, o nível das pessoas era um pouco mais selecionado... Pura ingenuidade!!!!! Dava para perceber pelas tapawers cheias de farofa e galeto!

Quando observei melhor pude ver até faixas saudando as caravanas presentes!

Um misto de decepção, tristeza, revolta, fome... ahh A FOME!
E isso significava dizer A FILA, ou as filas, encaramos todas por umas migalhas de pão e guaraná Êta - o guaraná do capeta - ( tudo que se permitia aos nossos bolsos a essa altura do dia!).

Quando por fim, entre desaforos e empurrões peregrinando nas filas, conseguimos fazer nosso lanche em paz,logo em seguida saímos em desabalada carreira, pois o parque já estava fechando e antes, bemmm antes que as filas, os engarrafamentos gigantes começassem a tomar corpo, fomos embora!

E o que restou daquele dia ensolarado que pretendia ser maravilhoso??
A companhia, as conversas, as boas gargalhadas, as novas amizades e... e.... as fotos!
Claro, tinha que ter fotos e muitas e milhares!
Quem sabe na próxima temporada tenhamos mais sorte?!

Valeu!

Sem mais para o momento.

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only



Eu dei pra ele.
Naquela madrugada insone, seu corpo teso, meu sexo completamente molhado.
Dei como ele quis, como eu gosto, com o meu gosto pairando em sua boca, com a sua boca escorrendo em minhas costas.
Eu dei pra ele.


[ela]²

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Amor a primeira vista


Foi muito rápido e tão intenso que deixou marcas profundas.

Independente de reciprocidade, inspirar paixão/amor em alguém é motivo para felicidade.

É fato que ele é um ébrio de carteirinha e há muito não conhece o estado de sobriedade, o que pra mim, só demonstra a veracidade de seus sentimentos (o álcool entra a verdade sai).

Também posso dar créditos a atmosfera carnavalesca e ao cenário que nos rodeava “Olinda quero cantar”, e carregados pelo “ Princesa Izabel” cantamos e celebramos a beleza do amor à primeira vista .

“Paixão puríssima ou devassa,
Triste ou feliz, pena ou prazer,
Amor - chama, e, depois, fumaça...” MB


Sorte de quem pode presenciar tal beleza... Aos ilustres desconhecidos, obrigada por cantar conosco. A Gisele Laurentino obrigada pela divertida companhia... Pena que você não pode ver nossa calorosa despedida e as lágrimas...

" Lágrimas por ninguém, só porque é triste o fim... “

Doce apaixonado... Não sei seu nome e seu destino... Desejo-lhe sorte e muitos outros amores... Fica essa homenagem de quem não foi apenas mais uma, mas “aquela”.

Olinda, 08 de fevereiro de 2010.

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Só pra não deixar parado...


Estou viciada no Caio Fernando Abreu... Minha nossa mãe do céu!!! O cara, tipo, foda!

Enfim...

Vai um trecho que ele roubou da minha vida antes mesmo de ela começar...antes desse mar de coisas mil invadir meu coração...minha existência... minha cabeça já cheia de pensamentos loucos... Meus sonhos mais reais...mas audíveis...mais táteis...

...

Antes que pudesse me assustar e, depois do susto, hesitar entre ir ou não ir, querer ou não querer — eu já estava lá dentro. E estar dentro daquilo era bom. Não me entenda mal — não aconteceu qualquer intimidade dessas que você certamente imagina. Na verdade, não aconteceu quase nada. Dois ou três almoços, uns silêncios. Fragmentos disso que chamamos, com aquele mesmo descuido, de "minha vida". Outros fragmentos, daquela "outra vida". De repente cruzadas ali, por puro mistério, sobre as toalhas brancas e os copos de vinho ou água, entre casquinhas de pão e cinzeiros cheios que os garçons rapidamente esvaziavam para que nos sentíssemos limpos. E nos sentíamos.

Por trás do que acontecia, eu redescobria magias sem susto algum. E de repente me sentia protegido, você sabe como: a vida toda, esses pedacinhos desconexos, se armavam de outro jeito, fazendo sentido. Nada de mal me aconteceria, tinha certeza, enquanto estivesse dentro do campo magnético daquela outra pessoa. Os olhos da outra pessoa me olhavam e me reconheciam como outra pessoa, e suavemente faziam perguntas, investigavam terrenos: ah você não come açúcar, ah você não bebe uísque, ah você é do signo de Libra. Traçando esboços, os dois. Tateando traços difusos, vagas promessas.

Nunca mais sair do centro daquele espaço para as duras ruas anônimas. Nunca mais sair daquele colo quente que é ter uma face para outra pessoa que também tem uma face para você, no meio da tralha desimportante e sem rosto de cada dia atravancando o coração. Mas no quarto, quinto dia, um trecho obsessivo do conto de Clarice Lispector "Tentação" na cabeça estonteada de encanto: "Mas ambos estavam comprometidos.

Era isso — aquela outra vida, inesperadamente misturada à minha, olhando a minha opaca vida com os mesmos olhos atentos com que eu a olhava: uma pequena epifania. Em seguida vieram o tempo, a distância, a poeira soprando. Mas eu trouxe de lá a memória de qualquer coisa macia que tem me alimentado nestes dias seguintes de ausência e fome. Sobretudo à noite, aos domingos. Recuperei um jeito de fumar olhando para trás das janelas, vendo o que ninguém veria.

Atrás das janelas, retomo esse momento de mel e sangue que Deus colocou tão rápido, e com tanta delicadeza, frente aos meus olhos há tanto tempo incapazes de ver: uma possibilidade de amor. Curvo a cabeça, agradecido. E se estendo a mão, no meio da poeira de dentro de mim, posso tocar também em outra coisa. Essa pequena epifania.

* Caio Fernando Abreu

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