Que se pasa?

Tinha ficado solteira há pouco. Uma relação conturbada, que me deixou meio desnorteada quando deu seus últimos suspiros. Ainda tava me recuperando do baque quando surge o convite: Rio de Janeiro, amanhã. Topei.
Era um congresso totalmente desconhecido pra mim. Pouco sabia do que lá seria tratado e conhecia somente duas pessoas que iriam na nossa delegação. [E detalhe: conhecia de ter falado duas ou três vezes.] A cara de pau ia imperar, ou eu não teria com quem bater papo.
Explicada a primeira parte da história, vamos à parte interessante da coisa.

Cheguei ao Rio sem quaisquer expectativas. Montei minha barraca junto com uma amiga [Sim, claro, àquela altura do campeonato, dois dias no ônibus, já tinha conhecido metade do povo, ora! haha]. Só então fui ver o que me aguardava. O evento em questão recebia jovens de diversos países. Dinamarca, França, Venezuela e Equador [Uma pausa pro suspiro! *.*]eram algumas das nações representadas ali.

Tão logo chegamos, conhecemos um grupo de equatorianos super agradáveis. Uma garota e três rapazes. A língua era um problema, mas ainda assim a conversa rendia. Passamos um bom tempo conversando, até que era chegada a hora da primeira palestra.Seguimos e só voltamos a nos falar a noite. E assim foi durante os dias que lá estive. Porém, de um momento para outro passei a perceber um dos hermanos: negro, forte, certa de 1,90 de altura, sorriso perfeito e aquele sotaque que faz qualquer chica tremer na base. Dali em diante o mundo era feito de samba e bachata. [Mentira, eu paquerei alguns outros, mas isso eu conto depois!].
Passavamos horas dançando,tomando cerveja ou mesmo batendo papo nas culturais. Eu não queria chegar nele pq, sei lá como um estrangeiro reage a um "vemnimim", né mesmo? E ele também pouco [ou nada] fazia além de lançar olhares e comentar "Linda, chica, linda!". Pra encurtar esse Tratado de Tordesilhas, eis que chega o dia da despedida.

Com minhas malas já no ônibus, aproveitei pra tomar a ultima cerveja com os amigos do Equador. [É fiz alguns bons amigos, já falo disso, espera!]. Assim que sento, ele chega e nos acompanha na gelada. Conversa vai, conversa vem, ele diz que o amigo estava interessado numa mocinha. Ao que eu prontamente digo: "E você, ficou interessado por quem?"
[Ah nobres amigos, pausa para um suspiro infinito...]
- Por usted.
Ele disse que não tomou qualquer iniciativa porque tinha medo de se apegar e sofrer quando fosse embora. Fogos de artifício brilharam na minha cabecinha. Que coisa linda, gente. Que romântico.
Era chegada a hora da partida. Me despedi de todos eles com um abraço e segui para o ônibus. No caminho ouço um chamado. Era ele. Casablanca, última cena.
Aquele beijo arrebatador e a promessa: "Ainda vamos nos ver!"
Aquilo era demais pra uma micareteira. Um amor lejano.
Vim embora, com sua camisa, seu cheiro, suas lembranças. E seu msn.

Hoje, quase dois anos depois do nosso encontro, sei que ele é noivo há cinco anos e tem um filho de três. Nossa história de amor se resumiu a um beso. Nossas promessas ficaram no hasta algum dia. E ele era um safado! haha
Lembram que eu falei que fiz amigos equatorianos? Pois é. Essas amizades duraram. Estou de viagem marcada. Nas próximas férias vou conhecer o país, rever os amigos e, certamente, o dito cujo. Agora meu espanhol é fluente o suficiente para que ele ouça dos meus lábios brasileños:


TODOS LOS HOMBRES SON IGUALES!


Menina Má.

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4 comentários:

Anavlis disse...

Eu presenciei tudo. Sou testemunha desse 'Dirty Dancing : noites em El Rio ' .

Vá na fé , amiga!

O Trovador disse...

Acho que eu deveria pensar em alguma defesa para o meu time.

Não garanto que seja em espanhol, pode ser em mineirês?

Talita disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Mulher disse...

Trovador, pode usar o sotaque de belzonte mesmo! rs

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