A doce presença de Anita







- Alô?!(Do outro lado, uma voz que passeava entre confusa e visivelmente irritada)


- Porque você não falou comigo?!


- Oi, amor! Eu... eu não sei. Acho que não estava preparada para este encontro.



- Preparada?! Era eu que estava ali, isso já deveria ser preparação o suficiente.


- Não é isso. Eu não queria que o nosso primeiro encontro fosse assim... uma coincidência.


(Ele já se acalmava, mas parecia perturbado com o que aconteceu)


- Eu te olhando, como quem espera qualquer migalha... e você?


- Meu amor, eu também te olhei...


- Eu sei disso. Sei bem. Vi e senti quando você passou bem na minha frente, ainda encostando em mim, entre as fileiras de cadeiras, caminhou até a sua poltrona.... (Ele começava a respirar mais forte e descompassado)....


- Eu só estava indo a uma sessão de cinema, amor... As cadeiras são numeradas, eu precisei passar na sua frente... (Ela provocava.)


- Não me provoca, menina. Vi como você passou, me fazendo querer te puxar ali mesmo...


- Ah, foi? Então eu consegui o que queria! (ela sorria e o deixava claramente incomodado)


- E como se não fosse o suficiente, você estava com aquele vestido curto. Vi quando sentou, cruzou as pernas.... E o cabelo?!


- Que tem o cabelo, meu amor?


- Você sabe... me deixa louco quando joga o cabelo daquele jeito. Você está me fazendo parte do seu joguinho, não é?


- Mas que joguinho, amor? Não tem joguinho nenhum. Nós nos encontramos, coincidentemente no cinema, só isso.


- Ah é? Então também foi coincidência você sentar em uma poltrona que me deixasse ver enquanto você acariciava suas coxas e me olhava com aquela cara de... aquela cara! Você sabe!


- Cara de puta, amor? Daquele jeito que você gosta?


- Caralho, menina. Você é mesmo uma Anita. A minha Anita... Você ainda vai me fazer cometer uma loucura, sabia?

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1 comentários:

JuDolores disse...

Se tem uma coisa que não dá nenhum prazer é provocar o outro. Principalmente quando a gente sabe que a pessoa não poderá fazer nada... De preferência que ela nem possa se mexer... Nada legal... nadica... Nem nunca pensei nisso... Quem, eu? Jamais! rsrsrsrss

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