Uma moça e vários flertes

Não procurei.

Mal encostei naquele lugar, olhei em volta e lá estava. Juro, não fazia meu tipo!
Em momentos normais eu nem olharia.. mas aquele era um momento normal, porra! Que aconteceu comigo?

Pouco importa agora...

A verdade é que sequer nos falamos, não sei onde mora, o que faz, que autores lê.
Não sei se acha cinema uma bosta e fotografia uma perda de tempo.
Não sei se estuda medicina ou passa os fins de semana na praia de Boa viagem.
Não sei nem se tem o temível piercing no umbigo.
Dela, só lembro da correntinha dourada com seu nome: Manuella.

O mundo dos flertes é mesmo estranho... basta um tempinho mais, um lugar diferente, uma pessoa interessante e lá estamos nós, flertando.

É uma mexida no cabelo, uma ajeitada na roupa, uma olhada discreta, um sorrisinho de canto.
Engraçado que, nessas horas, nem pensamos que o outro pode ter dente torto, usar touca a noite, cheirar a perfume barato e usar cinta.

Quem pensa, logo de primeira, que aquele belo par de peitos é fruto de um superup? Ou que aquelas pernas grossas são um acúmulo de tecidos ( aqueles fulanos que usam cueca samba-canção mais short mais calça, saca? Querem que eu dê nomes aos bois? haha)

A verdade é que o flerte faz parte da nossa natureza... nossos avós faziam, nosssos pais também e nós vamos perpetuando o costume.

Eu, por exemplo, costumo flertar por esporte. É divertido até...

Mas com a Manuella não.. com ela é diferente, é coisa séria. Tu pode até ser crente,Manu... eu ligo não,tá certo?

posted under | 1 Comments

Quem estou, onde sou?


Amar é nunca ter que pedir perdão.

Tenho que discordar...

Amar é perdoar.

Claro que eu estou falando isso assim... Desse jeito tão simples, como se fosse muito fácil porque estou do lado magoador da história.

E quem sou eu? Sou uma pessoa que não nasceu, ou ainda, não foi preparada ou acostumada a ter conversas profundas, a analisar os próprios sentimentos e não me vi muitas vezes na vida tentando me encontrar ou me entender ou nada disso...

Aí, quando acontece alguma coisa que me faz pensar nos “porquês”, nos “de onde veio isso”, e começo a sufocar psicologicamente... Suspirando, perdendo o ar e me refugiando em banalidades como Best-sellers e seriados de comédia... Só assim depois de uma agonia muda que eu procuro as raízes das questões... Nem sempre eu encontro... Mas é a procura que faz crescer (eu acho).

Definitivamente não sou uma pessoa de certezas...

Tenho dificuldade em entender as dimensões dos fatos... Mas conheço o muro invisível que se forma, é invisível e denso... Estar na frente desse muro é pior do que dor física... É como ser jogado de sopetão em uma realidade paralela onde o mundo não faz sentido... Nem as cores, nem a música...
Por assim dizer, se a minha produção de Serotonina não fosse super alta eu ficaria muito deprimida com as coisas que eu sou capaz de fazer e deixar de fazer...

posted under | 0 Comments

Eu gosto de pessoas

Eu gosto muito de bobagens... Futilidades... Filmes água com açúcar da pior qualidade... Músicas melosas... Best-sellers (exceto os de auto-ajuda, pra falar bem a verdade os de auto-ajuda que ficam na estante de auto-ajuda, porque já li uns livros que são auto-ajuda disfarçada... COMER REZAR AMAR, MELANCIA, e até os DELÍRIOS DE CONSUMO DE BECKY BLOOM... Bem... se você lê-los pode não achar auto-ajuda, eu que me identifiquei com as personagens)...

O que eu tava dizendo? Ahh... Gosto de gatos, não de todos os felinos mesmo os abandonados na rua, gosto do Gato lá de casa...

Com cachorro é a mesma coisa.

Odeio pássaros, digo, tenho fobia... Só de imaginar tocar em penas que respiram... Cruzes!!!

Não sou amante da natureza...

Não contemplo as estrelas...

Não sou apaixona por mar ou cachoeira...

Praia ou campo? Sei lá... Depende... Quem vai?

Eu gosto mesmo é das pessoas...

E como sou muito influenciável, acabo sendo um pouco do outro, muito mais claramente do que, digamos, a maioria...

Não que eu pegue o jeito de falar (e eu pego muitas coisas de muitas pessoas), mas é que acabo gostando das coisas que essas pessoas me mostram, quando elas o fazem com entusiasmo...

Quando eu era ainda mais jovem do que sou agora...


Uns 8 anos atrás...


Comecei a gostar do Chico Buarque...

Meu irmão me disse que eu só gostava porque meus novos amigos gostavam e eu tava só imitando...

Desabafando isso com a amiga ChicoBuarquiana em questão ela me disse: “ Nada disso, você tinha a letra de João e Maria no seu caderno, antes de saber que era do Chico!!!”

EITA!!! É mesmo!!!

Sem falar que quando a amiga declamou Retrato em branco e preto pra mim, na beira mar de Olinda...

Pô, eu quase chorei... Ainda que jovem demais pra saber do que a música estava falando, mas muito triste pela “sensação de que já vou tarde”...

De Chico pra cá já foram muitas coisas...

Muitos filmes...

Músicas...

Cheiros...

Comidas...

Bebidas...

Eu agora tenho sushi entre minhas comidas preferias, e tenho vinho como uma das bebidas (ainda gosto muito de cerveja, droga)...

Me alegro quando vejo que algumas coisas eu trouxe também... E que essa troca tem sido muito rica...

Adoro ter amigos de longa data...

Gosto quando as pessoas dizem que me conhecem, mesmo quando dizem coisas com as quais não concordo (hehehehe)...

Gosto porque isso significa que estão prestando atenção em mim... E adoro dizer: “ Fulano, não vai fazer isso ... Eu conheço ele!”

posted under | 2 Comments

Broke


Difícil demais, demais até... Porque a gente é assim? De onde vem esse monstro do ciúme? Porque a gente perde as certezas em fração de segundos por causa dele?


Não sou uma pessoa ciumenta... Pelo menos não dessas que sentem ciúme da sombra... Na verdade, poucas vezes me senti ciumenta... O que recentemente me despertou tal azedume é a constatação de que em certos nichos, já não sou novidade. E olhe que eu tenho certeza que de que sou muito amada e tudo isso, embora eu esteja fazendo questão de que tal fato seja relembrado pra me sentir melhor (shame).


Aí, eis que em minha mente, surge o questionamento... Porque você está se sentindo assim menina? Está louca? Perdeu o pouco juízo que você tem?


Sabe o que é?



Não que eu esteja sendo barrada, nem nada disso, é que a minha situação atual é de “sérias restrições orçamentárias” e eu não posso me escalar em saídas e baladas e nada de eventos que necessitem gastos superiores a R$1,00... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Tá foda !



Falando com meu irmão eu disse: “ Não que meus amigos sejam do tipo pirangueiros(longe disso, muito longe, eu que o diga), mas sabe como é? Sair nas costas dos outros é meio mau demais”

E meu sábio irmão responde: “ Tô ligado, ter simancol é uma qualidade muito necessária, tá ligada?


Escrevo isso no auge da coisa... Na manhã seguinte a conversa com meu irmão, da constatação da minha triste situação financeira/profissional... Sem emprego certo... E tentando despertar o ânimo de estudar para os concursos da vida...


Espero que logo, logo mesmo, eu releia isso e pense: “ Ainda bem que essa fase passou, ainda bem que agora eu posso ir para eventos de R$10,00”. Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Brincadeira...
Acho que estou fazendo a coisa do jeito mais certo que posso... alguns escorregos aqui e tal... Uma preguiça acolá... Mas eu tô ligada...


“Se a canoa não virar, olê olê olá, eu chego lá...”

posted under | 0 Comments

Adorável Canalha - Fabrício Carpinejar

É um defeito, mas nada mais delicioso do que ouvir de uma mulher: "CANALHA!"

Ser chamado de "canalha" por uma voz feminina é o domingo da língua portuguesa. O som reboa redondo. Os lábios da palavra são carnudos. Vontade de morder com os ouvidos. Aproximar-se da porta e apanhar a respiração do quarto pela fechadura.

Canalha, definitivo como um estampido, como um tapa. Não ser chamado de canalha pela maldade, mas por mérito da malícia, como virtude da insinuação, pelo atrevimento sugestivo. Não o canalha canalha, mas o ca-na-lha, sem repetição. Único. Irrepetível. Não o canalha que deixa a mulher, o canalha que permanece junto. O canalha adorável que ultrapassou o sinal vermelho para levá-la. O canalha que é rude, nunca por falta de educação, para acentuar a violência do amor. Canalha por opção, não devido a uma infelicidade e limitação intelectual. Canalha em nome da inteligência do corpo.

O canalha. Como um elogio. Um elogio para dizer que é impossível domesticar esse homem, é impossível conter, é impossível fugir dele. Canalha como pós-graduação do "sem-vergonha".

Bem diferente de crápula, que não é sensual e define o mau-caratismo indelével, ou do cafajeste, alguém que não presta nem para ser canalha, de índole egoísta e aproveitadora.

Eu me arrepio ao escutar canalha. Um canalha que significa o contrário do dicionário. Nem perca tempo consultando o Aurélio e o Houaiss, que não incluem o sentimento da pronúncia. Estou falando do canalha que suscita aproximação, abraço, desejo. Um canalha que é um pedido de casamento entre as vogais.

É pelas expressões que se define a segurança masculina. Sempre duvidei de homem que diz que vai fazer xixi. Xixi é coisa de criança. Eu não represo a gargalhada quando um amigo adulto e de vida feita comenta que vai fazer xixi. Imagino o cara sentado. Infantil, como Ivo viu a uva. Já urinar é muito laboratorial. Prefiro mijar, direto, rápido e verdadeiro. As árvores mijam. Os relâmpagos mijam. Os cachorros mijam para demarcar seu território. Aliás, o correto é não anunciar, ir ao banheiro apenas, para evitar constrangimentos vocabulares.

Canalha funciona como uma agressão íntima. Uma agressão afetuosa. Uma provocação. Não se está concluindo, é uma pergunta. Canalha é uma interrogação gostosa.

Não ficarei triste se esquecer meu nome, chame-me de canalha.

posted under | 2 Comments

Um passo. Outro?

- Fiz merda?
- Não sei, talvez.
- E agora?
- Não sei, espera.
- Esperar o que?
- Não se decepcionar.
- Confio?
- Sim, confie.
- Tens medo?
- Sim.
- Mas você quis, né, você fez, gostou.
- Eu estava decidida a não fazer, mas me deixei levar...
- Tá arrependida, é?
- Não...tô com medo.
- Medo de quê, afinal?
- De não ser nada, quem sabe.
- Hã. Não acredito.
- Como não?!
- Você, que cospe aos quatro ventos ser adepta do amor livre, que fala que pele é só pele, que não está nem aí pros outros...cê tá com medo, é?
- Aaahn, bom, eu acredito realmente nisso tudo, tá?
- Então você é hipócrita.
- Mas por que?
- Fala uma coisa e faz outra? Hipócrita.
- Não é bem assim...é meu resquício mais forte dos ditames da nossa boa e velha sociedade. É errado eu querer que seja especial? Que eu tenha medo de ser usada?! Vá pra merda, eu não sou hipócrita.
- Ah, sim...você é, linda hipocritasinha. Cê tá com drama só porque é a primeira? Só ela conta? Depois vai a banda voou, é? Quero só ver...
- Depois será tudo mais fácil, eu acho. Espero, na verdade.
- Rum.
- Você devia me ajudar, sabe?!
- Eu? Eu tenho que lhe mostrar a verdade, minha cara.
- ...
- Você confia nele?
- Pior que sim. Não tenho como não confiar quando há tanta sinceridade envolvida, não tenho nem como ficar chateada. É tudo tão...natural. Cumplicidade é uma boa palavra.
- Cê sabe que podia pegar alguém melhor, né?
- HAHAHAHAHAHAHAHA Eu até sei...
- Hunf. Você vai até o fim, tem certeza?
- Sim, eu quero.
- Obstáculos?
- Alguns.
- De quem?
- Físicos, meu. Outros dele...
- Cê não quer dar num buraco escuro, é? HAHAHAHAHAHHAHA
- Aaf, não.
- Tá bom...eu paro. Me diga, você gostou?
- ushushsuh Sim, eu gostei. Poder é interessante, né?
- Poder feminino, ai ai...e ele, como ficou?
- Do jeito que eu queria.
- Sua safada.
- Safada, eu? Só humana...
- Ta aí, humana...pra quê o drama?
- Hm, humana inserida num mundo, não rola. Não vou dar assim, do nada, só porque há excitação e, jesus, há bastante tesão. É só que, apesar de tudo, eu quero, eu confio, mas...a gente precisa de um estopim, né?
- Precisa mesmo. Põe fogo nisso tudo. Mas, você ainda não contou como foi.
- Besta. É, não contei...
- Vai falar logo ou não?
- Vou, oras. Começou de brincadeira...como outras que ele fazia e eu ignorava lindamente. Só que, bom... a gente já tava com a web ligada, existe todo um envolvimento, né. E, sério, de início, eu estava certa de não fazer nada. Só provocar.
- Você adora provocar, ai ai ai...
- Sim, adoro, algum problema?
- De jeito nenhum...só não queria estar na pele de quem você for apenas provocar.
- HAHAHA Subir pelas paredes, 'torturar'...
- Depois não me diga que não é safada.
- Af! Pois bem...fizemos um acordo. Ele me fez uma proposta, na verdade. Eu não ia aceitar, já disse isso, eu sei...mas fui me deixando levar, fui levando, sendo levada. Pronto, fiz minha parte. Eu me mostrei, instiguei, por assim dizer, todo o bem estar do meu galante par virtual.
- E agora, qual o próximo passo?
- Hm...é o passo que eu gosto. Ao vivo. Minha barganha na proposta: eu e você, ao vivo, pele, mãos e tudo mais. Não sei como vai ser, sério...como ele diria: esse suspense me mata.
- Sei, e você vai ficar parada? Logo você?
- HAHA O que eu posso fazer? Empurrar numa parede e agarrar?
- Ele não iria reclamar, aposto.
- Eu espero que não, né. Eu faria isso com o maior prazer, creia-me.
- Sério, garota, é isso agora? Cê sabe que sua barganha pode ir além do combinado, né? Mais uma vez, pra valer: você vai até o fim?
- Vou sim. Resta agora ele terminar o que começamos. Consumar.



Aguardem cenas do próximo capítulo - ou não, é minha primeira vez aqui, não sei se volto. Mas a experiência é ótima.

por Inefável.

posted under | 2 Comments

Rodrigueando

Ele não é o cara mais bonito do mundo, nem o mais legal. Tampouco tem em si qualquer coisa de gentil. Não comigo.

A mais recente dele é dizer que queria me ver nua, só pra ter certeza que eu sou uma menina. Sim, ele vive dizendo que eu penso como homem, ajo como homem. Alguém acredita nisso?

Pois é, acontece. Ainda ontem falei pra ele: “Olha, dá pra ser ou ta difícil?” Sabem o que ele me disse? “Precisamos criar um clima!”(...) Ah, meu Deus, que porra de clima. Só quero te comer, cara. Não quer, ok, oras!

Sejamos pragmáticos. Cadeia alimentar.

To te esperando, demora não.

M.M.

posted under | 0 Comments
Postagens mais recentes Postagens mais antigas Página inicial

Total de visualizações de página

Followers


Recent Comments